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299 articles filed in
Literatura
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Poesia portuguesa

O COPO DE HERÁCLITO Serão ainda teus os objectos sobre a mesa?A surpresa do pão, a evidência do lápis afiado,aquele fulgor de pássaro sobrevoando a camacoexistem sobre a mesa e eu perguntode quem são agora: o pão sempre frescoaparece às vezes coberto de bolor e ao amanhecera neblina esconde o rio que passa sob a […]

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Poesia portuguesa

Perder o rumo Perdi o rumo, ou a identidade de nada saber de mim,do que procuro dentro de mim, o mito fosco da realidade,a mentira fechada na ferida aberta. Corro atrás do meteorito,sonho ser a estrela que explode num universo paralelo,desfragmentado resisto à ebulição da matéria no vulcãoque lança as flechas de deus sobre a […]

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Fragmentos de la publicación "a salto de mata" (2024)

Fragmentos de la publicación “a salto de mata” de Luis Leal (2024) [1]Leer con la navaja es de las pocas cosas que me hacen sentir pionero en el campo de la literatura. Y no solo, es un hecho. Sin embargo, pocos son los que aún se dedican o saben que es eso de la lectura […]

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Ruy Belo, leitor de longe: algumas proposições sobre poesia brasileira (Ensaio)

Ruy Belo, leitor de longe: algumas proposições sobre poesia brasileira Hugo Milhanas Machado “Aborreço os poetas que se lembram da nacionalidade quando fazem versos” MANUEL BANDEIRA Ao seu décimo quinto número, e por ocasião da dupla efeméride assinalada sobre as datas do nascimento e da morte do poeta português Ruy Belo (1933 e 1978, respectivamente) […]

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Poesia italiana atual

Nel celeste delle rabbie schiarite non porti ombra né fiori, hai la mascheravaga, la prudenza dell’amante, quale smania ti prendeamico caro? Sono stata insieme a te, ora me ne vado e pioveacqua nel chiaro delle tenebre. Dicono che i grandi fiumi hanno memoria, dicono che il divenireè più forte del dolore, tu hai la veste […]

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Poesia portuguesa

1 A última palavra não será a que fecharáos lábios do horizonteÉ mais para diante que a barca navegaO rumo é o regresso, não a chegada.Não há, para a voz segredada,significado último.É preciso navegar a Voz,a sua pele, para que o horizontefeche o mundocomo a duas metades de um livro já lido. A última palavra […]

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Poesia portuguesa

1 – Repouso no óbvio Toalha sacudida aberta a voosCurtos e rasantes a cortar o vento Uma onda de espanto tão pequenaQuebra-se a meus pés sugada pela areia Crianças buliçosas navegando à vistaSob um olhar materno refreando as asas Adiada viagem a reinos submersosOnde habitam monstrinhos e sereiasPara com elas brincar entre corais 2 – […]

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Poesia italiana atual

In autunno arriva un giorno che passano le pecoreall’Edoardo piace vederle.Allora usciamo fino al confine del giardinoe loro passano, entrano anche nell’orto con gli agnellini.Il pastore le riunisce nel campo accanto e fa arrivare la roulotte.Prima di sera lì c’è il bosco marrone col fuoco in un secchio. *-* No outono há um dia em […]

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Poesia italiana atual

Mamma cucina. Da lontano una stellaarrugginisce il mondo. Ci sediamo comesquillasse la Tromba del Giudizio. Un piattodi pasta, un po’ di vino. Mi dici: “Non mostrareil collo al cane”. Saremo il Pasto, il sacrificio,il grasso attorno all’osso. “Mattia, snervala sillaba. Lascia che ciondoli”. Un colpodi clacson. Ridiamo. Domani cercheremolavoro. Qualche bozza, dei piattida lavare, un […]

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Homenagem a Isabel Ary dos Santos

Isabel Ary dos Santos Nasce em Lisboa a 9 de Março de 1940, de seu nome Maria Isabel Pereira Ary dos Santos, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, filha de Carlos Ary dos Santos e Maria Bárbara de Castro Pereira Ary dos Santos. A infância despreocupada e feliz termina abruptamente com a morte súbita […]

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Poesia espanhola atual

EL CABALLO DE TURÍN Después del abrazo ardieron los bosques.Ningún pájaro veía, ni tan siquiera, su cielo calcinado.Desde entonces, cada paso podía ser una fractura.Caer. Dejar de oír los grillos, la carcoma.Saber que ya no queda pan. Y no decir. No decir que la ciudad tampoco existe.Pero saberlo.Cada día. *-* O CAVALO DE TURIM Depois […]

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Poesia portuguesa

Que não se perca a memória do InvernoNem da marca funda nos animais prostradosDepois do abate. O frio evocaA angústia, mas não o medo – aclaraOs contornos da fenda por onde Se avistam os vestígios de outrasVidas e de outra luz; o frioCumpre a desilusão, inverte o impulsoDiante das trevas – é dolorosoMas não corrompe. […]

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Poesia italiana atual

Che cosa faremo quando finiranno i soldise da qualche parte ci aspetta un ponteo forse una madre a indovinare la forzaper cercare ancora una parte nel branco: ma fare la spesaogni giorno era la prima soluzione contro l’assurdocome accettare di avere scoperto il mostrosotto il letto a sorridere nero come una parte della famiglia.Ci eravamo […]

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Poesia portuguesa

Saí de mim mesmo,como quem sai à procura da promessa da noite.Era insuportável esse ninho enfadonhoonde sempre me acontecera.De tanto ser quem fora,enjeitara a lição dos pés no desejo dos trilhos.Todos os dias eram um recomeço desbotadosob os lençóis com que amortalhava o olhar.Fui então congeminar imprudênciasà soleira da coragem.Percorri desertos até ao limite do […]

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Rosa Lobato de Faria: Romance de Cordélia (Ensaio)

Rosa Lobato de Faria: Romance de Cordélia – O Crime de Biofobia “Escrituras que não têm utilidade de lição, além de nelas se perder o tempo, que é a mais preciosa cousa da vida, barbarizam o engenho e enchem o entendimento de cisco, com a enxurrada dos feitos e ditos que trazem”. Os leitores que […]

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Recensão do livro Latitude de Filipa Vera Jardim

PUREZA E BARBARIDADE – FILIPA VERA JARDIM “Somos um povo bárbaro e puro”, escreveu Herberto Hélder, no conto “Teorema”, do seu livro “Os Passos em Volta”; tendo a concordar com esta caracterização muito sumária dos Portugueses, sujeita a contestação, por facilitar a apresentação dos conceitos de pureza e barbaridade. Pureza, por detestarmos deixar assuntos inacabados; […]

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Poesia brasileira atual

HIPÓTESE A crista do galonão pertence a este mundo:ela exalta o solse eriça para a luz faz-se carne poderosa— dedo de Deus. Avermelha-secresce em flor estranhaoferece alimento(legume idiossincrático sem recheio) –puro nervo. Podia ser luvada que não toca o fato— da aristocrata, pessoal, indevassável —da que não conspurca e nem se contaminada que apenas (uma […]

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