Sonnet III Ô longs désirs, ô esperances vaines,Tristes soupirs et larmes coutumièresÀ engendrer de moi maintes rivières,Dont mes deux yeux sont sources et fontaines! Ô cruautés, ô durtés inhumaines,Piteux regards des célestes lumières,Du coeur transi ô passions premières,Estimez-vous croître encore mes peines? Qu’encor Amour sur moi son arc essaie,Que nouveaux feux me jette et nouveaux […]
Los Espejos, Las Puertas De La Memoria (Recensão)
LOS ESPEJOS, LAS PUERTAS DE LA MEMORIA. Una lectura de Desvestir el cuerpo de Jesús Cárdenas Leo con lentitud, como quien degusta una copa, trago a trago. Entiendo que los libros de poemas requieren este ritmo, como una conversación que tiene toda la noche por delante.Tuve esa sensación cuando llegó a mis manos el último […]
Do livro Palavras sem cicatrizes de Filipa Barata (Recensão)
Foi com muito prazer e emoção que aceitei o desafio do poeta e amigo Victor Oliveira Mateus para em conjunto apresentarmos este livro de poemas de Filipa Barata, Palavras sem cicatrizes. Certos acasos foram decisivos para que este livro fosse dado de novo à estampa, tal como expresso nas primeiras palavras de Manuel Barata, no […]
Revista Oresteia, Nº 12, janeiro de 2024.
1.- Homenagem a Filipa Barata;.2.- A Poesia de Antonio Praena;.3.- Caderno de Exercícios: Contos de Cláudia de Sousa Dias;.4.- A Poesia de Joaquim Cardoso Dias;.5.- A Poesia de Fernando Cabrita;.6.- A Poesia de Lauren Mendinueta;.7.- A Poesia de Solange Freitas;.8.- A Poesia de Nina Cassian;.9.- A Poesia de José Viale Moutinho;.10.- A Poesia de Paura […]
Filipa Andrea Barata nasceu em 21 de Janeiro de 1981. Era quarta-feira e o sol brilhou em Lisboa.Viveu quase sempre em Santa Iria da Azóia, com os pais, onde frequentou as escolas primária e a C+S. Posteriormente frequentou a Escola Secundária de São João da Talha, onde terminaria o 12º ano. Revelou, desde muito cedo, […]
De HISTORIA DE UN ALMA (Visor, 2017) . DE UNA FORMA O DE OUTRA.Pero yo digo lo contrario:la vida de los santos es hermosa,vana y brillante, en cambio, su leyenda..Piensa en los años de abandono,de soledad y de silencio al fondo de una grutao de una celda blanca en compañíade un puñado de libros..Recuerda los […]
Caderno de Exercícios (Contos)
CADERNO DE EXERCÍCIOS Exercício 1 – Errâncias Cesar Asir, obeso e largo, procurava asilo em casa de Ivo Mua, o arquitecto da moda, no País. Era um pequeno retiro no Amial, com um anexo que mais parecia uma cabina, um curral. Ficava no pátio. Um pátio, que dava para as traseiras da casa-mãe, mas dentro […]
A Minha Rua quando o manuel de freitasatravessa a minha ruaa caminho da rua conde das antaseu da minha janelaconsigo contar quantos passossão precisos para chegar a um poema .** Medida de Coação é por isso mesmoé como lavarmuitas vezes as mãospara não gastar águamas tu dissesteque eunão sou de ninguéme isso basta-nosno tempo que […]
Para o António Ventura, poeta discreto.Veio o verão, nessa primavera de 1986 que raramente amanhecera fria.O que fora um tremendo tempo, um ar de inverno a prolongar-se,deslizava já entre vagas litanias.Março nasceu cedo, dissera o senhor cura: são meses para poetas,flores de campónio, lírios sem cheiroque vagabundeiam nas serras e montanhas.São flores de agreste odor, […]
Carta não enviada de Eloísa para Abelardo Onde procurar a tua mãoagora que a minha é inútil?És infinito porque inatingível.Em êxtase de tiFui banida da sombra do paraísoao qual não aspiro.Entretanto,nada mais real do que o sofrimentodestas paredesexaltadas para te humilhar.Apaga resolutamenteo dia sangrentoe a clareza da minha dor sobrevivente.Aguarda-te um paraíso brilhante.Que baste, para […]
flamejar a palavra para que ela se torne a acção de um corpo sem partes,em lugar da paixão de um organismo feito em pedaçosGilles Deleuze..Penélope.Tenho um péssimo sentido de oportunidadeou estou atrasada ou adiantadadesapareço nesse intervalo de tempoquase não existo, não que faça muita questãomas às vezes dava jeito saber vivere sair do animismosou uma […]
DONNA MIRACULATA.De când m-ai părăsit mă fac tot mai frumoasăca hoitul luminând în întuneric.Nu mi se mai observă fragila mea carcasă,nici ochiul devenit mai fix și sferic,nici zdreanța mâinilor pe obiecte,nici mersul, inutil desfigurat de jind,─ ci doar cruzimea ta pe tâmplele-mi perfecte,ca nimbul putregaiului sclipind…DONNA MIRACULATA.Desde que me dejaste me he vuelto más bellaigual […]
A MÁSCARA DO POETA.1.Debruçado sobre a sua escrivaninha,juncada de folhas de papel imaculado,o poeta experimenta os aparos, as coresdas tintas com que irá mascararos seus versos, cortará as amarrase o fio com que se cosem as nuvensao céu do seu tempo de escrita,.o poeta dispõe-se a desenhar letras,letras que serão outras tantas amantesquando as vê, […]
Fragmento de Los momentos del fuego.Es una oliva preciosa la santa cruz….Santa Teresa de Ávila..Cantos de arena – I.1.Lo supieron sus manoscuando acarició la rosay el aire trizadobrilló en cada coágulo de luz..Un tajo hirió el tiempo:una breve eternidadinundó el mundoy las avescallarony los grillosno latieron en la noche..Entoncesel filoespinadode un gritocongelócada pétalo..2.Lo supo el […]
OS GOIVOS O canteiro de goivos é a soluçãopara os problemas deste dia, oudo país, ou de uma certa região do globo.Vamos imaginar que o seu perfumeme bloqueia a dor de certas mortes.Vamos presumir que a forma do canteiroimpede que o mundo se evapore,e que estas flores-espiga cor de vinhovedam novidades, capturam fendase apagam tudo […]
O VOO DA ANDORINHA EM ÉPOCA NATALÍCIA..Estou cansado de procurar nas esquinas da cidadeum manancial de pedras.Está frio lá fora, um frio inamovível, que preparadeterminadas respostas, as que cobrem de água a árvore intacta,ou o voo da andorinha que se esqueceu de fugirdeste destino irredutível.Do natal pouco sei, apenas que as luzes já não me […]
Naufrágio.Comecei a navegar pelas bordas da tua urgência, devagarinho e com terra à vista. Depois, fui perce-bendo que é sem pé que se alcança a ternura e que o fundo do mar e o fundo da terra são um e o mesmo lugar.Parti, porque havia vento e havia uma saudade imensa de horizonte. Parti, porque […]