Las muletas de la cucaracha (La cucaracha ya no pode caminharporque no tiene, porque le faltanlas dos patitas de atrás.Canción popular)..Fue traumático, lo admito,eran las dos traseras,pero eran mis patitas..El pueblo me las quitócon sus cantares livianos.Acaso no sabíanque sus rimasmutilaban de verdade? Aún las busco al despertary cuento dos pares tan solo.Com muletas no […]
subitamente a ferida fechou-se: a sua boca sobre a pele cerrou os lábios: agora é como se nada tivesse acontecido: ergo um pouco os olhos, observo as tuas expressões: a dúvida é uma simples palavra, a dúvida infiltra-se por dentro de todas as palavras: assim, todo o texto pode dizer o seu contrário, é então […]
Revista Oresteia, Nº 11, setembro de 2023.
Oresteia – Revista de Literatura, Filosofia, Ciências Sociais e Artes, Nº 11, setembro de 2023: Lisboa ISSN 2184 – 8831. Sumário: 1.- Poesia de Casimiro de Brito. 2.- Poesia de Denise Desautels – versão em português. 3.- Poesia de Denise Desautels – versão em francês. 4.- Poemas de Fabiano Alborghetti. 5.- Poemas de Leonam Cunha. […]
A ESSÊNCIA DAS COISAS O prazer é o primeiro dos bens. É a ausência de dor no corpo e de inquietação na alma.EPICURO Jamais alguém mergulharáduas vezes no mesmo rio.HERACLITO sentado no chão desta praia nuaou no coração do mundo sentado? 2degusto em pleno o momento que passao tempo ceifa tudo e nada esquece escutando […]
il neige - inventaire des absences (publicação bilingue: versão em português)
neva – inventário de ausências por vezes é agradávelpor vezes referimos esse facto é agradável para aquela que lá está insiste-se lembra-teum céu muito escuro ou talvez neve parece que sou eu eu murmura elao meu medo aos saltos face a esta constelação de covasuma sílaba, mas depois faltavam outraso meu medo – vigília ensurdecedora […]
il neige - inventaire des absences (publicação bilingue: versão em francês)
il neige – inventaire des absences parfois c’est douxparfois on mentionne ce fait c’est doux à celle qui est là on insiste rapelle-toiUn ciel três noir ou bien il neige il paraît que c’est moi moi murmure-t-ellema peur par bonds face à cette constellation de fossesune syllabe, puis d’autres manquaientma peur – vigile tonnant – […]
La notte, incurante, ne battesima moltiporgendo alla fronte un’improntae sono loro gli scomparsi.Altri aspettano, altri negano, altri fingonoche nulla accada mai.Altri disperano, altri cercano gli affettiritrovandoli daccapo.Chi vorresti chiamare per nomesentendolo vicino? *** A noite, desatenta, abençoa tantoscolocando-lhes na fronte um sinale são eles os ausentes.Outros esperam, outros recusam, outros fingemque nada acontece.Outros desesperam, outros […]
YOGAPara Gabrielle Dal Molin e Carina Cruz Árvore De pé, põem-seas mãos juntaspara cima, um péalçado e apoiadoperto da virilhae esticam-se osbraços cada vezmais e mais. Parece simples,mas obrigar-sea crescero tempo tododói muitíssimo. *** Tartaruga Levar consigo a própria moradaseria sempre ter proteçãonão fosse todo claustroum afogamento. *** Peixe com leão Minha professora me dissepra […]
Plaza de Abastos de Teresa Gómez (Recensão)
PLAZA DE ABASTOS. Una relectura de los posos de la memoria. Llega por fin a las librerías españolas Plaza de Abastos (Colección Vandalia, 2022), de lapoeta granadina, Teresa Gómez (Granada, 1960). Un libro escrito hace cuatro décadas, lospoemas del cual circulaban en plaquettes, antologías y revistas, pero que no se habíapublicado por diferentes infortunios y […]
menina e moça Menina e moça me levaram de casa de meu pai para longes terrase desde aí encontrei as ameaças que me destroema alegria matinal das aves e insectos antes tivesse ficado na aldeia a ouvir um sinomesmo sem a fé no deus ruralmas dançando com os sátiros debaixo das ramadasde cabelo enfeitado com […]
[Conozco mi culpa] Conozco mi culpa. Aprendizaje lento e insobornable.No hay quien dé más por menos,ni manerade asumir esta flor que hiere el agua. *** [Conheço a minha culpa] Conheço a minha culpa. Aprendizagem lenta e insubornável.Não há quem dê mais por menos,nem maneirade assumir esta flor que fere a água. Tradução de Carlos d’Abreu. […]
O ESPELHO Por aqui passam todos os diasaté que fique apenas um objectoabre-se o pano trémulo do olharcomo trémula é toda a procura verdadeiramesmo nas calmas e frias superfíciessob a atenção constante da morteVolta-se aos passos da inocênciaem poças de lama e luzcoração frágil sempre temendo a ignomíniacorrendo os caminhos árduos do imprevistoem expedições de […]
Três poemas inéditos Sucede, no outono, cortar o anelar esquerdocriar raízes, sem líquidos, debaixo da pele. Como em casasucede descobrir o corpo por todo o ladosemienterrado, ser meioequinócio privado de raios – háno estar aqui ainda obscuridadeo sopro que enxugao leitohá quem se habitue à antecâmarada culpa e, com audácia, já pensasque colheita, vindimo o […]
CARTA A UMA ALMA GÉMEA Saiba, minha amiga, que eu era nada antes de o encontrar. Circunscrita ao universo criado por meus pais, embutida pelas vivas cores da obediência, lealdade e piedade filial que foram transferidas para os fios de seda que as minhas laboriosas mãos bordavam ao ritmo da conjugação do verbo aperfeiçoar, […]
REPTO tente-meporque é azul demais e ofego rasgue-meporque os pássaros sabem e itinero afine-meporque é louco o gosto e aparvalho ria-meporque é a luz que abre e retino brilhe-meporque a boca é nunca e retumbo finja-meporque o sangue exala e rumoro cuspa-meporque a noite é presto e sincopo nunque-meporque o resto é sina e bem-quero *** FIO DA MEADA na antiquíssima casa novao lago é oferta de destinoe impulsos segredo: […]
Ladainha De que te ris, ó poemase só te esperam horasde iniludível abandonoou de puro fastioenquanto suspiras inutilmentepor um par de olhos incautosque se digne a prestar-tealguma atenção?E mesmo que tal suceda,que atraias para a tua esburacadateia uma vítima qualquer,como esperas tu,ó Ariadne de pacotilha,enlaçar-lhe o fio,rodopiá-lo em seu redore cravar-lhe na carneas tuas míseras […]
passio .I«para onde fores, irei; no gelo da queda costurarei a minha túnica e na asfixia do pouco lavrarei abundância; na pedra mais que profunda e na erva flutuante pisarei a tua sombra. estou pronto para ir contigo______________________» ( ‘ ah, tão perto e tão longe) .mas não irás; pesa-te a casa oculta no uterino […]