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Literatura
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Poesia italiana atual

Três poemas inéditos Sucede, no outono, cortar o anelar esquerdocriar raízes, sem líquidos, debaixo da pele. Como em casasucede descobrir o corpo por todo o ladosemienterrado, ser meioequinócio privado de raios – háno estar aqui ainda obscuridadeo sopro que enxugao leitohá quem se habitue à antecâmarada culpa e, com audácia, já pensasque colheita, vindimo o […]

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Literatura de Macau

 CARTA A UMA ALMA GÉMEA            Saiba, minha amiga, que eu era nada antes de o encontrar. Circunscrita ao universo criado por meus pais, embutida pelas vivas cores da obediência, lealdade e piedade filial que foram transferidas para os fios de seda que as minhas laboriosas mãos bordavam ao ritmo da conjugação do verbo aperfeiçoar, […]

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Poesia brasileira atual

REPTO             tente-meporque é azul demais e                            ofego          rasgue-meporque os pássaros sabem e                                    itinero           afine-meporque é louco o gosto e                         aparvalho            ria-meporque é a luz que abre e                                retino            brilhe-meporque a boca é nunca e                           retumbo            finja-meporque o sangue exala e                            rumoro            cuspa-meporque a noite é presto e                            sincopo            nunque-meporque o resto é sina e                    bem-quero *** FIO DA MEADA na antiquíssima casa novao lago é oferta de destinoe impulsos segredo: […]

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Poesia portuguesa

Ladainha De que te ris, ó poemase só te esperam horasde iniludível abandonoou de puro fastioenquanto suspiras inutilmentepor um par de olhos incautosque se digne a prestar-tealguma atenção?E mesmo que tal suceda,que atraias para a tua esburacadateia uma vítima qualquer,como esperas tu,ó Ariadne de pacotilha,enlaçar-lhe o fio,rodopiá-lo em seu redore cravar-lhe na carneas tuas míseras […]

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Três Textos de Prosa Poética

passio .I«para onde fores, irei; no gelo da queda costurarei a minha túnica e na asfixia do pouco lavrarei abundância; na pedra mais que profunda e na erva flutuante pisarei a tua sombra. estou pronto para ir contigo______________________» ( ‘ ah, tão perto e tão longe) .mas não irás; pesa-te a casa oculta no uterino […]

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O Leão e o Caracol (Conto)

O Leão e o Caracol I. Não se parece com Amis Kopf, atirou-me a pequena alma. Tem toda a razão. Ninguém se parece. E em boa verdade ninguém é Amis Kopf, não realmente, nem mesmo eu. Muito fiz por isso, acredite. Amis Kopf é ninguém. Mas se fosse alguém, garanto-lhe, seria eu. E, se me […]

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Poesia brasileira atual

Não me pertenço Sou das profundezasdas grandes derreliçõesdos desertos inominadosdas cabras desamparadas Da vermelhidão reacesanos sexos das árvores Não me pertenço Escrevo cegaescravaservadríade Ver demais é doença? Aterrissei em terreno minadoDesisti das superfícies (permaneci vizinha do sol) Sou aquela mulher do Mercador do Rio– nunca olhei para trás Continuo intocada pelo horrorflertando com os olhos […]

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Poesia brasileira atual

CONFIGURAÇÕES DO ESPANTO Ainda há ruas para a revolta do mundo.Jorge de Sena Como atravessar o tumulto macabronesse anfiteatro de horroressem o escrutínio da indignação? Os homens soamferozese a política se diluientre o cortejo dos guichêse a lambança na pocilga Percorremosa sacralidade do caosem meioà totalitária argumentaçãoda morteàs pleonásticas núpciasdos pusilânimescom sua prole de fantasmas […]

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Revista Oresteia, Nº 10, março de 2023.

Oresteia – Revista de Literatura, Filosofia, Ciências Sociais e Artes. Publicação semestral, Nº 10, março de 2023: Lisboa, ISSN 2184 – 8831 Sumário 1.- Poemas de Ricardo Gil Soeiro (Com tradução para catalão de Joan Navarro) – 1ª Parte 2.- Poemas de Ricardo Gil Soeiro (Com tradução para catalão de Joan Navarro) – 2ª Parte […]

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Poesia portuguesa (Com tradução para catalão de Joan Navarro) - 1ª Parte

9 fazeis-metanta faltaneste mundo escuro Fernando Assis Pacheco,Apanhador de Pirilampos Sem direito a dia triunfal,por vezes acontece ser o que não sou,desperdiçando brandas palavrase grandiosos gestos musicais.Perdoa se exagero, mas assimse comporta o espírito dos amantes,sufocando numa sede de dilúvios.Punhal, lama, asa.Também um poema é um pedidode socorro a horas incertas.Quando metálicos oxímorosse vêm aninhar […]

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Poesia portuguesa (Com tradução para catalão de Joan Navarro) - 2ª Parte

14 O mundo dos pirilamposinvadiu minha lembrança. E um coração pequenovai-me brotando dos dedos. Federico García Lorca, Prelúdio De mim só me lembrode um segredo turvo,sem culpa e sem enredos,no poço sombrio da infância.Suponho que existir é isto:sucumbir, impiedosamente,ao musgo podre da memória.O lago deixando adivinhar o zumbidode insectos que disputam, sem saberem,o mudo brilho […]

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Poesia portuguesa

Éramos novosquando pensávamosque os anos pouco passavam. No encantamento das pequenas lonjurasera fácil resistir ao tempo:o mínimo gesto, um vestido azulalguém que passa a laranjadatinham a luz diáfana da perenidade. Em nós eternizaram-se as noitesde poucas e muitas palavras nos sofáseternizou-se o lobisomem do quintala luz que ilumina o apaziguamento. Habituei-me a reconhecer os dias […]

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Poesia espanhola atual

DESPEDIDA Adiós amigos todos, van llegandoesas horas violeta de la tardeen que todo se aleja de nosotroscon terca mansedumbre, sin dolor. Adiós dulces amantes invisiblesen queridas ciudades orvalladas,el tiempo se dormía en nuestros brazosy estábamos allí como en un sueño. Adiós ríos, adiós sendas pequeñas,trigales y labores congeladasen el tiempo de un pueblo y su […]

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Poesia finlandesa atual - Parte I

Iltapäivän päättäväisyys Kun toukokuun lämpömittari nousee ja putoaa kaksikymmentäviisi astettalinnut kerääntyvät lämmittämään puita aamuisin rikottu kuisti itkee, joku viipyy auringossa keräämässä kaakeleitaja kokoamassa kuvioita, katsoo tulevaisuuteen, tämä ei jää tähän palanut asema herää syksyn peitosta ja pudistaa ikkunoitatoisina päivinä siellä kulkevat ihmiset jotka vaativat kasvonsa työnsä ja elämänsä, ylimieliset putoavat rikkaista kaupunginosistahiekka ratisee heidän hampaissaan, […]

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Poesia finlandesa atual - Parte II

Sanansaattajat minä jään kielettömänä kielen esineiden keskellekun maa aukeaa koko voimallaan, ihmiset puhuvat alkuperän kieltä ja mennyt pohjoinen vaikenee siinä maassa jossa jään yksin tulen eteen,värittömät kasvot todistavat helpoista vuosista päivät leikkivät melankolialla ja avioliitollasanat virtaavat kuin kyyhkyset ja vinttikoirat kun opin ensin lukemaan jonkun selän takaamaanosat virtaavat ketterästi otsalla, on aikaa ihastella sommitella ja […]

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Poesia brasileira atual

ENQUANTO PASSEIAS TEU CÃO Quem vai contigoEnquanto sozinhoPasseias teu cão?MultidãoQue dela mesmaTe distingueCom um timbre únicoE tudo impregnaTocando com digitaisTurbilhonadasMúsicas secretasQuantas e quantasEstrelas concorrendoPara que brilhe a tuaAgora, nesta horaEm que sol e luaCoexistem no céuE só teu cão mostra saberQue as mãos que o levamSão as mesmas que levamUm mundo. *** DO ALTO E […]

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As metáforas em Casa de Campo de José Donoso (Ensaio)

CASA DE CAMPO : As metáforas na abordagem narrativa de José Donoso* Trata-se de um livro denso dividido em duas partes, cada uma composta por sete capítulos. Envolvente no seu discurso inovador e trama exuberante, é tão transparente na prosódia, como intrincado na arquitectura da efabulação. Rompe com os cânones literários, sem perder a beleza […]

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