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Portugal
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Do Real Imaginário: Lugares, Pessoas, Etimologias... (Ensaio)

DO REAL IMAGINÁRIO: LUGARES, PESSOAS, ETIMOLOGIAS……ou três modos de diáspora: mental, emocional e imaginária. .Terminei recentemente a leitura de um livro convencida de que o autor não só conhecia perfeitamente, mas vivera nos locais onde situa a acção, a tal ponto me senti transportada a tais lugares. Refiro-me a O Diabo Desceu em Chichester, de […]

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Poesia portuguesa

OS GOIVOS O canteiro de goivos é a soluçãopara os problemas deste dia, oudo país, ou de uma certa região do globo.Vamos imaginar que o seu perfumeme bloqueia a dor de certas mortes.Vamos presumir que a forma do canteiroimpede que o mundo se evapore,e que estas flores-espiga cor de vinhovedam novidades, capturam fendase apagam tudo […]

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Poesia portuguesa

O VOO DA ANDORINHA EM ÉPOCA NATALÍCIA..Estou cansado de procurar nas esquinas da cidadeum manancial de pedras.Está frio lá fora, um frio inamovível, que preparadeterminadas respostas, as que cobrem de água a árvore intacta,ou o voo da andorinha que se esqueceu de fugirdeste destino irredutível.Do natal pouco sei, apenas que as luzes já não me […]

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Um texto de Prosa Poética.

Naufrágio.Comecei a navegar pelas bordas da tua urgência, devagarinho e com terra à vista. Depois, fui perce-bendo que é sem pé que se alcança a ternura e que o fundo do mar e o fundo da terra são um e o mesmo lugar.Parti, porque havia vento e havia uma saudade imensa de horizonte. Parti, porque […]

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Poesia portuguesa

e o dia envelheceu como um pássaroem ruínas. as molduras miravam-mena sépia distante dos rostos que nãodistam mais do que uma noite sem oração.a noite irrompe pelos cómodos da casafere os quartos e a cozinha com um lastrode vergônteas. a glicínia devora os murosdurante a infância do estio. retratos vivosno amanho do silêncio de encontro […]

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Poesia portuguesa

DENTRO DAS IMAGENS Os poemas têm veneno na boca..Na estrada da minha vidaplantei a árvoresem saber quem era..Em que parte do planetahá mais ódio? A matériaerosiva transforma o corpoe não há regresso. Nãorestará um monte de estrume..Em todo o ladoparece que o mundo em desordempouco a pouco enlouqueceue os homens atam a cordaà espera que […]

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Poesia portuguesa

subitamente a ferida fechou-se: a sua boca sobre a pele cerrou os lábios: agora é como se nada tivesse acontecido: ergo um pouco os olhos, observo as tuas expressões: a dúvida é uma simples palavra, a dúvida infiltra-se por dentro de todas as palavras: assim, todo o texto pode dizer o seu contrário, é então […]

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Poesia portuguesa

A ESSÊNCIA DAS COISAS O prazer é o primeiro dos bens. É a ausência de dor no corpo e de inquietação na alma.EPICURO Jamais alguém mergulharáduas vezes no mesmo rio.HERACLITO sentado no chão desta praia nuaou no coração do mundo sentado? 2degusto em pleno o momento que passao tempo ceifa tudo e nada esquece escutando […]

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Poesia portuguesa

menina e moça Menina e moça me levaram de casa de meu pai para longes terrase desde aí encontrei as ameaças que me destroema alegria matinal das aves e insectos antes tivesse ficado na aldeia a ouvir um sinomesmo sem a fé no deus ruralmas dançando com os sátiros debaixo das ramadasde cabelo enfeitado com […]

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Poesia portuguesa

O ESPELHO Por aqui passam todos os diasaté que fique apenas um objectoabre-se o pano trémulo do olharcomo trémula é toda a procura verdadeiramesmo nas calmas e frias superfíciessob a atenção constante da morteVolta-se aos passos da inocênciaem poças de lama e luzcoração frágil sempre temendo a ignomíniacorrendo os caminhos árduos do imprevistoem expedições de […]

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Poesia portuguesa

Ladainha De que te ris, ó poemase só te esperam horasde iniludível abandonoou de puro fastioenquanto suspiras inutilmentepor um par de olhos incautosque se digne a prestar-tealguma atenção?E mesmo que tal suceda,que atraias para a tua esburacadateia uma vítima qualquer,como esperas tu,ó Ariadne de pacotilha,enlaçar-lhe o fio,rodopiá-lo em seu redore cravar-lhe na carneas tuas míseras […]

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Três Textos de Prosa Poética

passio .I«para onde fores, irei; no gelo da queda costurarei a minha túnica e na asfixia do pouco lavrarei abundância; na pedra mais que profunda e na erva flutuante pisarei a tua sombra. estou pronto para ir contigo______________________» ( ‘ ah, tão perto e tão longe) .mas não irás; pesa-te a casa oculta no uterino […]

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O Leão e o Caracol (Conto)

O Leão e o Caracol I. Não se parece com Amis Kopf, atirou-me a pequena alma. Tem toda a razão. Ninguém se parece. E em boa verdade ninguém é Amis Kopf, não realmente, nem mesmo eu. Muito fiz por isso, acredite. Amis Kopf é ninguém. Mas se fosse alguém, garanto-lhe, seria eu. E, se me […]

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Poesia portuguesa (Com tradução para catalão de Joan Navarro) - 1ª Parte

9 fazeis-metanta faltaneste mundo escuro Fernando Assis Pacheco,Apanhador de Pirilampos Sem direito a dia triunfal,por vezes acontece ser o que não sou,desperdiçando brandas palavrase grandiosos gestos musicais.Perdoa se exagero, mas assimse comporta o espírito dos amantes,sufocando numa sede de dilúvios.Punhal, lama, asa.Também um poema é um pedidode socorro a horas incertas.Quando metálicos oxímorosse vêm aninhar […]

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Poesia portuguesa (Com tradução para catalão de Joan Navarro) - 2ª Parte

14 O mundo dos pirilamposinvadiu minha lembrança. E um coração pequenovai-me brotando dos dedos. Federico García Lorca, Prelúdio De mim só me lembrode um segredo turvo,sem culpa e sem enredos,no poço sombrio da infância.Suponho que existir é isto:sucumbir, impiedosamente,ao musgo podre da memória.O lago deixando adivinhar o zumbidode insectos que disputam, sem saberem,o mudo brilho […]

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Poesia portuguesa

Éramos novosquando pensávamosque os anos pouco passavam. No encantamento das pequenas lonjurasera fácil resistir ao tempo:o mínimo gesto, um vestido azulalguém que passa a laranjadatinham a luz diáfana da perenidade. Em nós eternizaram-se as noitesde poucas e muitas palavras nos sofáseternizou-se o lobisomem do quintala luz que ilumina o apaziguamento. Habituei-me a reconhecer os dias […]

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A partir da obra de Talcott Parsons - Primeira Parte

TOSCANO, M.ª de Fátima Da ‘pobreza’ voluntária à hiper-socializada? — uma interpretação sociológica das identidades sociais de mulheres ‘pobres’ a partir da obra de Talcott Parsons, I.ª parte Introdução: Sociologia, identidades e mulheres socialmente desqualificadas Uma Sociologia das Identidades, é posssível ? — perguntava Suzie Guth, em 1994, nessa obra marcante para a sociologia compreensiva […]

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