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299 articles filed in
Literatura
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Recensão de um livro de José Iniesta

QUÉ LIBERTAD CALLAR POR LOS CAMINOS.  UNA LECTURA DE LLEGAR A CASA, DE JOSÉ INIESTA La poesía de José Iniesta (Valencia, 1962) es un ejercicio de celebración sobre aquello destinado a perecer, esa belleza de lo efímero. Como si aquella sentencia machadiana (Se canta lo que se pierde) adquiriese un carácter hímnico. Su último libro, […]

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Dois poemas inéditos 

a estante é, em si, umahistória: as tuas escolhas,os teus dedos sobre o brancoagora que é tudo acabado:levo os meus livros, despimosessa estante: uma nudezque não consigo encarar: fui eu, texto, que meservi de ti: da tuasubjetividade, dessa loucavontade de transformar imagens,emoções, em palavras:amaldiçoo-te por isto, porme quereres matar: na perspetivado texto, isto é: na […]

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Um conto inédito

                                                            o vestido                                                                                                                       para a R. D. A encomenda chegou a meio da manhã. Foi por acaso que a recebeu, já que a essa hora costumava estar a despachar relatórios, a analisar projetos, afundada num sem número de burocracias em forma de papel. Mas nessa noite dormira mal, sonhos agitados e decidira ir mais tarde para […]

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Dois poemas inéditos 

COCAÍNA  eu podia ter arrancado aos jardins a falsa verdade. abrir a grade imersa  num saco de plástico pequenino onde guardavas três ou quatro filas de  coca. ajudar-te a penetrar as pregas de um escuro cristalino onde  marchava o argumento mais astuto.   viajante atrás de um mal de seda. memória doce de um traficante a […]

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Poesia italiana contemporânea (versão bilingue)

Non è tardi per sognare volare in mezzo all’oceano, galleggiare come gabbiani tra camelie bianche. Non è tardi per dire amore, anche se la risposta è il silenzio nelle ore che seguono il vespro. Non è tardi per essere circondata dall’essenza della vita, nonostante il vecchio passo, i sorrisi perduti, le parole non dette. No, […]

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Recensão de um livro de Hugo Milhanas Machado

Hugo Milhanas Machado: a meticulosa insurreição do verbo O mais recente livro de Hugo Milhanas Machado (Estrela Tambor, Editora Labirinto, 2020) acentua e homogeneíza alguns dos temas e dos procedimentos estilísticos suscetíveis já de ser encontrados em livros seus anteriores. Esta obra está dividida em duas secções: um, Estrela, que integra um grupo de quarenta […]

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Um ensaio (Literatura)

O silêncio de uma ferida se abrindo O texto que em seguida compartilho com vocês foi lido na última edição do Raias Poéticas, cujo tema da mesa, sugerido pelo Luís Serguilha, era: A literatura acontece em começos ininterruptos. Confesso que depois de mais de 20 anos de escolarização desenvolvi uma desobediência estratégica contra os problemas […]

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Um poema inédito

//Posso parecer modesto no quererMas cuidaiÉ bem provável que seja apenasfingimentoQuero ser de estimação um osso— assim mesmoinvertido no sentidoQuero ver-me entre caninos alojadoe em saliva alheia redimido            Eu seiperdoai-me a insolência            Vós             a quem a minha insignificância             não é digna de qualquer metáforaperdoai-me também a existência— este delírio em forma de afrontamento Pesa sobre o que resta […]

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Poemas (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus

ACLARACIÓN Como Pacheco, escribo un día y otropero no todas las cosas que escribosignifican lo mismo,hoy tocan el olvido o la muertemañana serán las olasy sus instrumentos;no amo nada que no vengaen un libronada que no se pueda resumiren una página,será por eso que los poetasno duramoscomo perdura el polvosobre nuestra ofrenda.Escribo sobre el miedopero, […]

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Dois poemas inéditos

dá-me de volta o amor, mesmo riscado e contaminado, dá-me o que importa, e o que não importa, o silêncio penhorado, e o musgo da sombra, que levaste no presépio da alegria, oh, dá-me o tempo das searas, e o pão que devíamos ter amassado, na poesia da nossa cama, dá-me a destreza de ter […]

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"FUELLE"  um conto de

FUELLE Cada vez que lo cuento es como si acabara de ocurrir, tan viva regresa a mi memoria aquella noche. Y los gestos y las voces de los hombres que la compartíamos. La crudeza del aire era tanta que la oscuridad parecía sólida, un hielo remansado contra el que hubiera que remar para moverse. Hasta […]

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Poesia Italiana Contemporânea (versão bilingue)

IL CUORE PESATO come la favola del provinciale / perso nella grande città:sul piazzale dove le vie convergono / si orienta guardando i tiglilo stradario ramato delle macchie / che qui tempestano le foglie.tutto è foresta, le torri d’acciaio / le pareti specchianti, i vetrisono stagni fatati, rami e tronchi / percorsi da corvi parlanti;sarà […]

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Dois poemas inéditos

o cansaço alonga-senas ruas da cidadeexilada sem rios para desaguara dorroça as paredes das casase espraia-se nos bancosdos jardins não há notícia das chuvasnem dos bandos de corposque mastigavam a sede sobrevivem meia dúzia de janelasindefesase os acenos da memória o último habitante feriu-sequando tentou escalaros dias a Ricardo Reis Mestre quando a guerra terminarfarei […]

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Recensão de um livro de Samuel Pimenta

As constelações existem para extinguir a solidão das estrelas. Samuel F. Pimenta  Samuel Pimenta regressa à poesia com Ascensão da Água, obra que recebeu o Prémio Literário Cidade de Almada em 2019 e que foi publicada pela editora Labirinto em 2020. Antes deste livro, havia publicado uma obra de ficção intitulada Iluminações de uma Mulher […]

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Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus

“La palabra” Amo la palabraSu cabello rizado, la nariz un poco afiladaLa barbilla perfecta, y la mandíbula firmeLa palabra tiene mucho atractivo sexual. PareceMás linda cuando se estiraSu espalda oscila rítmicamente, si la estiroYace toda la noche hundida en mi pechoSi estoy triste, la cojo en mis brazosTengo miopía, también hipermetropíaNo puedo leer su cara […]

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Recensão de um romance de Henrique Levy

Henrique Levy é licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa, tem uma pós-graduação em Linguística Portuguesa e um Mestrado em Estudos Portugueses com uma tese sobre Florbela Espanca (1999). É poeta e romancista, cidadão português com nacionalidade cabo-verdiana e tem vivido em diversos países da Europa, Ásia, África e América. […]

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Dois poemas inéditos

Amadeu Baptista NÃO CAIAS Aguenta mal o mal que te fizeremE não dês parte de fraco se morderemA mão com que deste de comer e a ternuraQue de boa-fé foste entregando. Molha a sopa em tudo o que reveleA malsã condição de te destrataremSe deste a carne e os ossos te roeramE no fim nem […]

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