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Um poema inédito
Por João Pedro Azul Publicado em Literatura, Poesia, Portugal a 12 de Janeiro, 2021 108 palavras
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Posso parecer modesto no querer
Mas cuidai
É bem provável que seja apenas
fingimento
Quero ser de estimação um osso
— assim mesmo
invertido no sentido
Quero ver-me entre caninos alojado
e em saliva alheia redimido
           Eu sei
perdoai-me a insolência
            Vós
             a quem a minha insignificância
             não é digna de qualquer metáfora
perdoai-me também a existência
— este delírio em forma de afrontamento

Pesa sobre o que resta de minha alma
a lua bêbada de todos os natais
             Eu sei
nada o justifica
não há melodrama que me valha
nem um galho apenas que me acorde
deste nó sem garganta
           Mas caramba

eu posso calar-me
engolir cada uma destas palavras
deixar esta frase////////////////

Nov 2019

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