EM ESFORÇO DE INVESTIGAÇÃO Sentes o mais longo tempo da tua vida numa só palavra.Eis o mundo nocturno em esforço de investigaçãoque em plano mais fechado somente expressa a vidaem profundidades graves e insondáveis. Escrita que é para ti um peso que se tenta reformular –e validar, em densidade, o sentido suspenso. Descobres então que […]
1 Parto em quatro o círculo da pizzaum para mim, outro para tie mais dois que dou às aves de partida um copo de vinho tintoreserva ainda deste sabor por tina imobilidade que nos comeas palavras excessivas de queijo de ervas daninhasa crescerem-me no corposolto inúteis impropérios parto ainda as fatias que me cabeme mastigo […]
LOS PIES DE ULISES Fui devorado por el mar,pero mis pies memorizaron Ítaca, su hierba y el misterio condenado a mí.Por ellos regresé multiforme y primitivo de sandalias.Allí, velaron mi nombre una y mil noches, bajo las estrellas y cerca del Egeo.Alguien rozó la sagrada marca en mi piel y preguntó:¿Quién eres?Sólo mis huellas, arquitectas […]
Poesia italiana contemporânea (versão bilingue)
Alla fine del semestre Saltare sulla bicicletta di unoche dà brividi alla pelle di nuovo viva,essere riportato nella nuova casaormai vecchia di qualche stagione,dimenticare il cellulare nel parcola settimana prima di partire perdere tutto–senza numeri senza foto né ricordiaspettare che vengano a prendertie di nuovo essereriportati nella vecchia casa,sapere che è breve il tempo della […]
Ensaio sobre O Livro de Horas de Rilke
O vôo onírico de Rilke em O Livro de Horas «Aqui está um homem que decidiu ser um guerreiro solitário do poema.» Rainer Maria Rilke [1] A trilogia, que constitui O Livro de Horas[2], de Rainer Maria Rilke, consolida a viagem espiritual de Rilke, a par da maturidade poética, já bem visível em […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
LA PREGUNTA Para Carlos Medrano No sabe si lo que el viento le robófue su inocencia o la cometa.Atrapada en el árbolel muchacho tiraba de la cuerda desesperadamente,levantaba los brazos, se encorvaba,quebraba alguna rama que caíacomo un pájaro herido.Casi desnudo, la mirada plomiza,se alejaba girando la cabezapor si un golpe de viento se la diera.Mañana […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
LA CHICA DEL TAMBOR En el sueño no nos compromete esta escena.Quién puede pedirme cuentaspor recibirte en mi camasi llegas huyendo de una persecución,o a ti por ser un bebedor matutino.Después de todo, eso lo vien una película al acostarme.Nadie puede achacarnosque utilice tu cara para representarel papel de ese espía tan perturbador.Las palabras no […]
Três poemas do livro "Altos Cumes"
Alvão Começava com a pulsação de um poemaa bater no peito dilatadoe com a mão inábil tentava afinaro assobio dos seus lábios ardentes Sentia o apelo dos lugares elevadosnas suas pernas e nos seus ombrosque o erguiam numa imprudênciade sangue quente pelos caminhos E lá do alto o vale deslizavasobre um glaciar por entre as […]
seis horas e uma claridade incipiente chispa sombras pendulares nas minhas pálpebras. os olhos resistem ao repto e retardam o encandeamento, sugerindo uma realidade de interpretação pessoal. o que está fora é uma tosca aproximação ao que está dentro. enquanto a luz se vai fazendo adulta, a memória desdobra o que foi em tudo o […]
Recensão de um livro de Bibiana Collado
UM SILÊNCIO MORTO. UNA APROXIMACIÓN A VIOLENCIA, DE BIBIANA COLLADO. Recuerdo un verso de Sophia de Mello, Na minha vida há sempre um silêncio morto cuando leo Violencia (Ed. La Bella Varsovia, 2020) de Bibiana Collado (Burriana, Espanha, 1985), y lo hago como quien se enfrenta cara a cara a su abismo, como quien se […]
Ensaio sobre a poesia italiana contemporânea
Addentrarsi nella poesia italiana contemporanea (2000-2020) Una prospettiva insulare Sono nato nel 1993 in un’isola, la Sardegna, una terra con un’identità, una cultura e una lingua piuttosto peculiari e lontane per diversi aspetti dall’italianità. Mi colpì molto il saggio di Károly Kerényi, intitolato Il mitologema dell’esistenza atemporale nell’antica Sardegna, in cui riprendendo alcuni miti sardi, tramandatici […]
os porcos Um grupo de porcos domésticos ficou assustado com o som de armas vindo algures da floresta e agitou-se em tumulto. Eles quebraram desajeitadamente a cerca com as cabeças e fugiram da casa solitária de madeira carcomida, situada à entrada da floresta, indo em direção ao rio, mas caíram no caminho. Nas brechas de […]
Um ensaio sobre a poesia de Inês Lourenço
SEM MUSA E SEM REDENÇÃO: A POESIA DE INÊS LOURENÇO «Emudecer o afe[c]to português? Amputar a consoante que anima a vibração exa[cta] do abraço, a urgência tá[c]til do beijo? Eu não nasci nos Trópicos; preciso desta interna consoante para iluminar a névoa do meu dile[c]to norte.» Inês Lourenço, in Coisas que nunca, & etc., Lisboa, 2010, p.43. «I have let things slip, […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
Has podido vivir ocultoy no lo has hecho, sea por vanidado por soberbia. En vez del buen sentirte enfangaste en los varios devaneos.Ya no podrás volver, ahora,a lo mundano, sin espanto, ni a ningunapureza que no sea altiva.No sembrará el que mira al vientoy el que mira a las nubes no segará.Con un minuto de […]
PERTURBAZIONE e quei fiotti inarginabili il sanguinamento improvviso nel tunnel della metroquasi una fiorituradal rigoglio degli autunni: oppure il fondo al campo nell’erba alta la tagliola annidata invisibile nella trasparenza del gelo: osì la luce sulle facciate dura per falde d’acqualo strappo trasversalele case nella morsa del vento perforante: come ad ogni perturbazi un lento affioramento della luce nel cerchio del cielo le nostre gole prese […]
Uma certa tensão sexual ou o parlapié do porco Há mais de quatro anos que não lanço um piropo. Desde que saiu aquela lei que proíbe um gajo de se meter com as miúdas. Nunca percebi qual é o problema, posso assegurar que a minha fraca criatividade nunca ofendeu ninguém. Sempre me limitei […]
AVISO 1. Alcancem o incenso branco [do nevoeiro do mar] que chega ao fim.Desnudem-se para que ao cair do dia, entrem, não desdenhem.(Aviso: Segurem as garrafas mesmo depois de beberem.Neste areal há sempre franjas arroxeadas, emaranhados, e mais parafernália. E a incerteza à sombra disso.)Triste? (Ouço a lamentação.Um outro amigo ri com um pé na […]