Poesia italiana contemporânea (versão bilingue)
Alla fine del semestre Saltare sulla bicicletta di unoche dà brividi alla pelle di nuovo viva,essere riportato nella nuova casaormai vecchia di qualche stagione,dimenticare il cellulare nel parcola settimana prima di partire perdere tutto–senza numeri senza foto né ricordiaspettare che vengano a prendertie di nuovo essereriportati nella vecchia casa,sapere che è breve il tempo della […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
LA PREGUNTA Para Carlos Medrano No sabe si lo que el viento le robófue su inocencia o la cometa.Atrapada en el árbolel muchacho tiraba de la cuerda desesperadamente,levantaba los brazos, se encorvaba,quebraba alguna rama que caíacomo un pájaro herido.Casi desnudo, la mirada plomiza,se alejaba girando la cabezapor si un golpe de viento se la diera.Mañana […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
LA CHICA DEL TAMBOR En el sueño no nos compromete esta escena.Quién puede pedirme cuentaspor recibirte en mi camasi llegas huyendo de una persecución,o a ti por ser un bebedor matutino.Después de todo, eso lo vien una película al acostarme.Nadie puede achacarnosque utilice tu cara para representarel papel de ese espía tan perturbador.Las palabras no […]
Três poemas do livro "Altos Cumes"
Alvão Começava com a pulsação de um poemaa bater no peito dilatadoe com a mão inábil tentava afinaro assobio dos seus lábios ardentes Sentia o apelo dos lugares elevadosnas suas pernas e nos seus ombrosque o erguiam numa imprudênciade sangue quente pelos caminhos E lá do alto o vale deslizavasobre um glaciar por entre as […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
Has podido vivir ocultoy no lo has hecho, sea por vanidado por soberbia. En vez del buen sentirte enfangaste en los varios devaneos.Ya no podrás volver, ahora,a lo mundano, sin espanto, ni a ningunapureza que no sea altiva.No sembrará el que mira al vientoy el que mira a las nubes no segará.Con un minuto de […]
PERTURBAZIONE e quei fiotti inarginabili il sanguinamento improvviso nel tunnel della metroquasi una fiorituradal rigoglio degli autunni: oppure il fondo al campo nell’erba alta la tagliola annidata invisibile nella trasparenza del gelo: osì la luce sulle facciate dura per falde d’acqualo strappo trasversalele case nella morsa del vento perforante: come ad ogni perturbazi un lento affioramento della luce nel cerchio del cielo le nostre gole prese […]
AVISO 1. Alcancem o incenso branco [do nevoeiro do mar] que chega ao fim.Desnudem-se para que ao cair do dia, entrem, não desdenhem.(Aviso: Segurem as garrafas mesmo depois de beberem.Neste areal há sempre franjas arroxeadas, emaranhados, e mais parafernália. E a incerteza à sombra disso.)Triste? (Ouço a lamentação.Um outro amigo ri com um pé na […]
a estante é, em si, umahistória: as tuas escolhas,os teus dedos sobre o brancoagora que é tudo acabado:levo os meus livros, despimosessa estante: uma nudezque não consigo encarar: fui eu, texto, que meservi de ti: da tuasubjetividade, dessa loucavontade de transformar imagens,emoções, em palavras:amaldiçoo-te por isto, porme quereres matar: na perspetivado texto, isto é: na […]
COCAÍNA eu podia ter arrancado aos jardins a falsa verdade. abrir a grade imersa num saco de plástico pequenino onde guardavas três ou quatro filas de coca. ajudar-te a penetrar as pregas de um escuro cristalino onde marchava o argumento mais astuto. viajante atrás de um mal de seda. memória doce de um traficante a […]
Poesia italiana contemporânea (versão bilingue)
Non è tardi per sognare volare in mezzo all’oceano, galleggiare come gabbiani tra camelie bianche. Non è tardi per dire amore, anche se la risposta è il silenzio nelle ore che seguono il vespro. Non è tardi per essere circondata dall’essenza della vita, nonostante il vecchio passo, i sorrisi perduti, le parole non dette. No, […]
//Posso parecer modesto no quererMas cuidaiÉ bem provável que seja apenasfingimentoQuero ser de estimação um osso— assim mesmoinvertido no sentidoQuero ver-me entre caninos alojadoe em saliva alheia redimido Eu seiperdoai-me a insolência Vós a quem a minha insignificância não é digna de qualquer metáforaperdoai-me também a existência— este delírio em forma de afrontamento Pesa sobre o que resta […]
Poemas (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
ACLARACIÓN Como Pacheco, escribo un día y otropero no todas las cosas que escribosignifican lo mismo,hoy tocan el olvido o la muertemañana serán las olasy sus instrumentos;no amo nada que no vengaen un libronada que no se pueda resumiren una página,será por eso que los poetasno duramoscomo perdura el polvosobre nuestra ofrenda.Escribo sobre el miedopero, […]
dá-me de volta o amor, mesmo riscado e contaminado, dá-me o que importa, e o que não importa, o silêncio penhorado, e o musgo da sombra, que levaste no presépio da alegria, oh, dá-me o tempo das searas, e o pão que devíamos ter amassado, na poesia da nossa cama, dá-me a destreza de ter […]
Poesia Italiana Contemporânea (versão bilingue)
IL CUORE PESATO come la favola del provinciale / perso nella grande città:sul piazzale dove le vie convergono / si orienta guardando i tiglilo stradario ramato delle macchie / che qui tempestano le foglie.tutto è foresta, le torri d’acciaio / le pareti specchianti, i vetrisono stagni fatati, rami e tronchi / percorsi da corvi parlanti;sarà […]
o cansaço alonga-senas ruas da cidadeexilada sem rios para desaguara dorroça as paredes das casase espraia-se nos bancosdos jardins não há notícia das chuvasnem dos bandos de corposque mastigavam a sede sobrevivem meia dúzia de janelasindefesase os acenos da memória o último habitante feriu-sequando tentou escalaros dias a Ricardo Reis Mestre quando a guerra terminarfarei […]
Poema (bilingue): Trad. Victor Oliveira Mateus
“La palabra” Amo la palabraSu cabello rizado, la nariz un poco afiladaLa barbilla perfecta, y la mandíbula firmeLa palabra tiene mucho atractivo sexual. PareceMás linda cuando se estiraSu espalda oscila rítmicamente, si la estiroYace toda la noche hundida en mi pechoSi estoy triste, la cojo en mis brazosTengo miopía, también hipermetropíaNo puedo leer su cara […]
Amadeu Baptista NÃO CAIAS Aguenta mal o mal que te fizeremE não dês parte de fraco se morderemA mão com que deste de comer e a ternuraQue de boa-fé foste entregando. Molha a sopa em tudo o que reveleA malsã condição de te destrataremSe deste a carne e os ossos te roeramE no fim nem […]