AUTOBIOGRAFIA BREVE Nasci em casa como dantes se nascia três meses depois do meu Pai morrer na mesma cama em casa como também dantes se morria. Nunca se soube do que o meu Pai morreu como dantes acontecia. Nasci com a mesma sem razão e cresci como então se crescia com mais vagar. Hoje é […]
12 Divinanzas (versão bilingue)
12 DIVINANZAS Solo cuando cantan, las palabras dejan de traicionar lo que nombran. *** Toda música nos seduce para que la sigamos a la Gran Oscuridad. La música no quiere ser escuchada. Quiere ser obedecida. *** Para volver a ser el que sólo una vez fuimos, qué lejos nos hemos ido. *** Hemos aprendido a […]
Poesia Catalã traduzida por Corina Oproae
CUATRO POEMAS DE ANTONI CLAPÉS, DEL LIBRO L’ARQUITECTURA DE LA LLUM / LA ARQUITECTURA DE LA LUZ (2012) Traducción del catalán al español por Corina Oproae Les ulleres de Parmènides (per a Ramón Andrés) El paisatge es difumina en una llunyania clarosa, rere les muntanyes blaves del fons. Per arribar-hi –diuen– cal ascendir quatre-cents noranta […]
Poesia italiana (versão trilingue)
Gelsi Hai fatto questo semplice gesto con la mano: l’hai sollevata fino al volto, l’hai tesa verso il mio finestrino, mentre guidavo: ho guardato, e contro la luce caliginosa della mattina li ho contati, otto, otto gelsi a chioma aperta come la coda di un pavone imbalsamato, in processione lungo la linea del nostro sguardo, […]
Post-Scriptum Para Uma Memória Futura
Post-Scriptum Para Uma Memória Futura I Renasceste d’aonde, solidão? Que via de sombra atravessaste, que neblina conseguiste vencer, que precipícios venceste mais além ou que ravinas trepaste incólume até mim chegares? Há quanto não sentia os teus confins, do teu poço a secura, o extinto mar, e súbito m’envolves oprimindo. A tua lassidez varreu meus […]
Poesia Hispânica traduzida por Nuno Júdice
ARS POÉTICA O LA CAZA DE LOS COCUYOS Queda una hoja de papel no en blanco donde está anocheciendo donde goteaba luceros una noche José Carlos Becerra Estábamos mi padre, mi madre y yo -auscultando-el sortilegio negro de los árboles Intercambiando las siluetas De una luna que no aparece Y que no duerme Con el […]
Espírito-nidificante Desejo-solar de mamar Desejo-lunar de amamentar Dócil – maternal – dádiva Do grande verbo Do único Deus. Espírito-nidificante Pulsa o teu instinto Irradia para urdir O coração-exterior: o lar Que o teu coração aquece E o teu mimo enternece. Inteligente – eterno-animal É o instinto e a invenção Que nutrem o Tempo: A mãe […]
Inéditos de Manuel Silva-Terra
Mãe, nossa Natureza sagrada soberana na Terra e no Céu e nas Águas santificado seja o Vosso nome somos do Vosso reino foi feita a Vossa vontade assim nas minas quanto na Troposfera a nossa ração de Petróleo nos dai hoje alguns de nós não conseguem perdoar-vos assim todos não seremos perdoados por tanta gulodice. […]
Falta-nos a permissão para narrar. Edward W. Said O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. Elie Wiesel A Palestina segundo Heródoto I Jerusalém Um autista é um homem livre, livre num certo firmamento de jaula Eyad al-Hallaq corria mas não era culpado era na cozinha aluno […]
Música Convoco o rumor das teclas de um piano em sonata de beethoven. E ouço o grito intenso do silêncio, o vento enlouquecido, um inaudível lamento, uma luz no secreto rosto de deus. É o coração seduzido pela sublimidade da música. Como se fora água pura em diálogo com a terra fecundada. Como se […]
Hino ao silêncio (versão bilingue)
Adâncul tâlc al Existenţei Tăcerea mută-l revelează, când făr’ de chipul Aparenţei Realitatea o probează. Imn Tăcerii Cel ce aspiră încă să-şi rostească sensibila trăire-n poezie, Cel invitat la cina-mpărătească hrănind […]
Poesia Húngara (versão trilingue)
Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Szomorú a mosolyom, mert szomorú.Szomorú a nevetésem, mert szomorú.Szomorú a pillantásom, ahogy az uccánszomorú honfitársaimra nézek. Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Szomorú vagyok, mivelhogy körbeveszvalami nagy-nagy szomorúság.Szomorú vagyok, amikor átölel,valami szomorú ölelés. Szomorú vagyok, amikor szomorúbort iszom, hogy feledni tudjamvégtelen szomorúságomat. Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Minden pillanatban szomorúságotszívok magamba.Nincs […]
Poemas (bilingue): Trad. Miguel Filipe Mochila
DEVOLUCIONES Ciertas formas de bar caliente diorama Eduardo Haro Ibars Que tu semen no sea escarcha ahoraque el mundo te repudia y vas a los lavabosa devolver el tiempo que nos venden,ínfulas de un mar que se bebieron.Yo te he visto enfundar con tu piel todo el misterio,andar desde tu alcoba, sumergirte en el viaje de […]
Poesia italiana contemporânea (versão bilingue)
Il male come un caneche nel mordere diventa lupo,diventa sé, il male come dolore,cane e lupo i nomi le cose,poi la gioia del tuo corpo da sola, l’assenza pensata nella forma della gioia, e i nomi – nominon quantità,contro un cielo rossodel rosso della preistoria, di primache tu entrassi in una stanza,o in quest’aperto – […]
EM ESFORÇO DE INVESTIGAÇÃO Sentes o mais longo tempo da tua vida numa só palavra.Eis o mundo nocturno em esforço de investigaçãoque em plano mais fechado somente expressa a vidaem profundidades graves e insondáveis. Escrita que é para ti um peso que se tenta reformular –e validar, em densidade, o sentido suspenso. Descobres então que […]
1 Parto em quatro o círculo da pizzaum para mim, outro para tie mais dois que dou às aves de partida um copo de vinho tintoreserva ainda deste sabor por tina imobilidade que nos comeas palavras excessivas de queijo de ervas daninhasa crescerem-me no corposolto inúteis impropérios parto ainda as fatias que me cabeme mastigo […]
LOS PIES DE ULISES Fui devorado por el mar,pero mis pies memorizaron Ítaca, su hierba y el misterio condenado a mí.Por ellos regresé multiforme y primitivo de sandalias.Allí, velaron mi nombre una y mil noches, bajo las estrellas y cerca del Egeo.Alguien rozó la sagrada marca en mi piel y preguntó:¿Quién eres?Sólo mis huellas, arquitectas […]