Para arder até ao fim De dia, pernoitávamos em pequenos motéis, esquecidos entre as montanhas, longe de tudo. Só viajámos de noite, quando soprava a frescura. Apenas o vento e a escuridão da estrada, serpenteando entre as montanhas, nos faziam companhia, à medida que o automóvel engolia sofregamente os traços brancos do asfalto. Para […]
Poesia Catalã traduzida por Corina Oproae
CUATRO POEMAS DE ANTONI CLAPÉS, DEL LIBRO L’ARQUITECTURA DE LA LLUM / LA ARQUITECTURA DE LA LUZ (2012) Traducción del catalán al español por Corina Oproae Les ulleres de Parmènides (per a Ramón Andrés) El paisatge es difumina en una llunyania clarosa, rere les muntanyes blaves del fons. Per arribar-hi –diuen– cal ascendir quatre-cents noranta […]
Poesia italiana (versão trilingue)
Gelsi Hai fatto questo semplice gesto con la mano: l’hai sollevata fino al volto, l’hai tesa verso il mio finestrino, mentre guidavo: ho guardato, e contro la luce caliginosa della mattina li ho contati, otto, otto gelsi a chioma aperta come la coda di un pavone imbalsamato, in processione lungo la linea del nostro sguardo, […]
Post-Scriptum Para Uma Memória Futura
Post-Scriptum Para Uma Memória Futura I Renasceste d’aonde, solidão? Que via de sombra atravessaste, que neblina conseguiste vencer, que precipícios venceste mais além ou que ravinas trepaste incólume até mim chegares? Há quanto não sentia os teus confins, do teu poço a secura, o extinto mar, e súbito m’envolves oprimindo. A tua lassidez varreu meus […]
Hannah Arendt: Humanidade (Ensaio)
HANNAH ARENDT: HUMANIDADE No discurso pronunciado por Hannah Arendt na entrega do Prémio da Paz da Associação Alemã de Livreiros ao filósofo Karl Jaspers (1958), a teórica política referiu-se ao modo como o seu mestre – educador – e amigo, na esteira de Imannuel Kant, compreendera a “humanidade”: “a personalidade válida que, uma vez […]
Poesia Hispânica traduzida por Nuno Júdice
ARS POÉTICA O LA CAZA DE LOS COCUYOS Queda una hoja de papel no en blanco donde está anocheciendo donde goteaba luceros una noche José Carlos Becerra Estábamos mi padre, mi madre y yo -auscultando-el sortilegio negro de los árboles Intercambiando las siluetas De una luna que no aparece Y que no duerme Con el […]
Espírito-nidificante Desejo-solar de mamar Desejo-lunar de amamentar Dócil – maternal – dádiva Do grande verbo Do único Deus. Espírito-nidificante Pulsa o teu instinto Irradia para urdir O coração-exterior: o lar Que o teu coração aquece E o teu mimo enternece. Inteligente – eterno-animal É o instinto e a invenção Que nutrem o Tempo: A mãe […]
Inéditos de Manuel Silva-Terra
Mãe, nossa Natureza sagrada soberana na Terra e no Céu e nas Águas santificado seja o Vosso nome somos do Vosso reino foi feita a Vossa vontade assim nas minas quanto na Troposfera a nossa ração de Petróleo nos dai hoje alguns de nós não conseguem perdoar-vos assim todos não seremos perdoados por tanta gulodice. […]
Falta-nos a permissão para narrar. Edward W. Said O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. Elie Wiesel A Palestina segundo Heródoto I Jerusalém Um autista é um homem livre, livre num certo firmamento de jaula Eyad al-Hallaq corria mas não era culpado era na cozinha aluno […]
Música Convoco o rumor das teclas de um piano em sonata de beethoven. E ouço o grito intenso do silêncio, o vento enlouquecido, um inaudível lamento, uma luz no secreto rosto de deus. É o coração seduzido pela sublimidade da música. Como se fora água pura em diálogo com a terra fecundada. Como se […]
Eu queria tanto Mãe, Que voltássemos aos lugares do costume. Sinto-me só na tua solidão. Volta, para eu voltar para mim. E quando à noite gritas ladainhas eu deito-me ao teu lado e canto uma cantiga de embalar. Aconchegas-te a mim Sorris. E sei que adormeceste. Ainda há pouco saíste pela porta, vestida […]
Recensão do livro La nave roja de Trinidad Gan
NAVEGANDO A BORDO DE “LA NAVE ROJA”. NUEVOS HORIZONTES EN LA VOZ DE TRINIDAD GAN Es hora de partir/ y llevas esta herida de equipaje. Así comienza La nave roja (Juancaballos, 2020. Finalista del Premio Andalucía de la Críica), el último poemario de la poesta granadina, Trinidad Gan (1960). Un libro, donde la exploración […]
Hino ao silêncio (versão bilingue)
Adâncul tâlc al Existenţei Tăcerea mută-l revelează, când făr’ de chipul Aparenţei Realitatea o probează. Imn Tăcerii Cel ce aspiră încă să-şi rostească sensibila trăire-n poezie, Cel invitat la cina-mpărătească hrănind […]
Texto de Apresentação de uma casa no outro lado do mundo
“Uma casa no outro lado do mundo” de Victor Oliveira Mateus Há uma consciência vigilante, em vias de desaparecer e aparecer porque estamos em face da essência da poesia: “é uma casa com pedras de muitas cores/nela todos os dias nasço/morro/mas sempre recomeço” (“a casa”), relacionando-se, por um lado, a isotopia da casa com […]
HIERBAS ANESTÉSICAS EN LA LITERATURA CLÁSICA
HIERBAS ANESTÉSICAS EN LA LITERATURA CLÁSICA (…) Tenía negra la raíz y era blanca como la leche su flor, llámanla moly los dioses, y es muy difícil de arrancar para un mortal; pero las deidades lo pueden todo [1] . Odisea La literatura clásica hace mención sobre la presencia de hierbas o […]
“12 Textos de prosa poética” AS NOITES QUANDO AS NOITES SE ILUMINAM Quando as noites se iluminam Quer dizer que alguém acendeu todas as letras Do alfabeto, conjugando surpreendentemente O xadrez das palavras e das frases, e não Sucumbiu a esse golpe mortal! Moveu-se nos labirintos de um jardim de Aromas e inspirou os […]
Poesia Húngara (versão trilingue)
Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Szomorú a mosolyom, mert szomorú.Szomorú a nevetésem, mert szomorú.Szomorú a pillantásom, ahogy az uccánszomorú honfitársaimra nézek. Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Szomorú vagyok, mivelhogy körbeveszvalami nagy-nagy szomorúság.Szomorú vagyok, amikor átölel,valami szomorú ölelés. Szomorú vagyok, amikor szomorúbort iszom, hogy feledni tudjamvégtelen szomorúságomat. Szomorú ország szomorú polgára vagyok. Minden pillanatban szomorúságotszívok magamba.Nincs […]