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299 articles filed in
Literatura
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Quatro poemas inéditos

as folhas das tílias outonaistransformadas em borboletasocres, num planado e suave voodescem levemente de encontroaos sulcos deixados pelo aradoprimaveril onde poisam suaves é pois um chão atapetadode amarelo intenso, que encontrono meu caminho quandomais uma folha de tília outonalme intercepta e se acomodalevemente na aba do meu chapéu atravesso então de outonoo bosque caducifólio homo […]

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Notas sobre Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Szymborska (Ensaio)

PERGUNTA, LENTIDÃO E DIFERENÇA: Algumas notas sobre Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Wislawa Szymborska Uma poética que vai tão radicalmente ao fundo como a de Carlos Drummond de Andrade, é invariavelmente uma poética do risco, na dupla aceção da palavra, que enfrenta um perigo, mas que também o é a de um traço […]

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Três poemas (versão bilingue)

OTRO TIEMPO   Regresamos al lugar donde fuimos felicesacompañados de nuevos amigos.Sentados uno frente al otrotu mano ya no busca mi mano bajo la mesa. A la sombraestán vacías las mesas que antes ocupábamos.El mediodía blanquea los icacos en las más altas ramas,las guayabas verdean entre las hojas verdes. Hay cordialidad entre nosotros,parecemos dos viejos amigos.Con ternura, preñada […]

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Dois poemas inéditos

Digo-te o corpo.Em mimele se forma. Digo os olhos e aboca que me fala,as mãos que, de repente, me faltam.Digo-te o desejo,o sexo, o beijo, a derradeira intimidadedesta ausência. Digo-teassim, como quem perde o quando que encontra.Só isto, isto,concede a horas, os anos, o dia quando não sabemos o que mais dizer,e quando e porquê, […]

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Homenagem a Olga Savary

OLGA SAVARY: UMA VIDA PELA POESIA   Olga Savary dedicou-se à poesia a vida inteira. Nem todos a compreendiam. Nos últimos anos, caminhou por uma vida difícil. Se muitos não a compreendiam, ela também não compreendia quase ninguém. Mas chega uma hora que o melhor é não compreender mesmo. Delicada. Principalmente delicada. Assim era a […]

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Dois Poemas Inéditos

Covil da fera Queria ser estrela mais alto na desmesura do espaço queria ser excesso e tocar a luz Saber de mim o que em mim amordaço se inventa e desespera A encobrir no peito o covil da fera         Rigor De ti sei a raiz do sentimento o lugar do rigor […]

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Ensaio sobre a Obra de António Gancho

O GANCHO POÉTICO QUE FERE E NOS SEGURA   «Quando desaparecer/ hei-de pedir à noite/ que me consuma com ela/ que me devaste a alma/ não quero mais/ quero desaparecer na noite/ e só de noite consumir-me» (p. 139). António Gancho (1940-2005), in O Ar da Manhã, 1995   Ele tinha umas «mãos curvas de […]

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Poesia Romena Atual (versão trílingue)

Dos poemas del libro Problemas personales, 2009   AMINTIRE DE MEDICINISTĂ la autopsiile la care am participat vulnerabilă la frig cu ferestrele larg deschise în orice anotimp de‑a lungul anilor ca studentă la medicină cu formolul răscolit de mâinile noastre inepte și precise ca orice instrument tehnic aplicate direct pe mort niciun cadavru nu a […]

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Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho

Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho   Penso correta a leitura do mais recente romance de João Pinto Coelho a partir de uma grelha interpretativa alicerçada nos conceitos de: continuidade e rutura. Pelo que não julgo despiciendo aplicarmos esta dicotomia às mais diversas categorias da narrativa: narrador, tempo, espaço, intriga, […]

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Dois Poemas

ANJO Vinha para me buscar mas ainda cá ando: tive nojo ao anjo Chegou-me acenando com as asas encardidas as penas sebosas com sabugo no cálamo Nem se assemelhava sequer ao verdadeiro anjo negro da miserável história desta vida: só genuíno desleixo a sujidade sob a auréola fosca : cotão e pó em suma nenhum […]

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Um Poema Inédito

Ruptura de ligamentos Correr fora de campo atrás da ilusão esférica da pertença Cair e ser a repetição da queda Ignorar duplamente a mudança a distorção inevitável de planos e regressar indolente a casa Cair em si no expectável acomodado ao fundo da cama Fazer-se escultura e regressar em desequilíbrio à inocência do Verão Sonhar […]

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Palavra, Presença e Ausência nas Obras de Wenders e Dreyer (Ensaio)

Palavra, presença, ausência (Paris Texas, Wim Wenders e Ordet, Carl Dreyer)   Tendo em vista a atribuição epigráfica à leitura comparada de Ordet de Carl Dreyer e Paris, Texas de Wim Wenders, que me proponho realizar, evoco o poema “Ausência” de Vinicius de Morais:   “Eu deixarei que morra em mim o/ desejo de amar os […]

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Poesia Espanhola Atual (versão bilingue)

Los Jardines de Marzo huyen como horizontes asaltados, como estampidos tenues cuyo sentido ignoro. José Luis Hidalgo Y de dónde han salido estos gorrioncillos que beben en el charco que nos dejó el invierno instantes fugitivos de lo eterno entre crocus y tréboles cavando                 en el montículo de grava y de […]

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Dois Poemas Inéditos

nefelomancia 1 agora que aprendi a olhar para o céu (antes, a cabeça nas nuvens , os olhos ao redor esquecia-me) vejo o que não via olho para cima e já sei distinguir uma sirrus de uma stratus as sombrias cumulonimbus e suas variações cirrocumulos, cirrostratus altocumulos, altostratus desde sempre identificáveis com seu aspecto trevoso […]

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Dois Poemas

Cura É preciso acender o mundo com a boca. Com o sol da nuca. Com o coração. São precisos todos os faróis. São precisos todos os relâmpagos. Todas as palavras são precisas Para acender o mundo. É preciso No fundo de um rio Uma pedra uma ideia de liberdade No centro do coração. Um chapéu […]

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Poesia Russa Atual (versão trílingue)

Сердце оттает, сердце, оно как снег, в огне не горит, в воде не тонет, подаётся холодным, ничего не таит. *** O coração fundir-se-á, o coração é como a neve, no fogo não queima, na água não sufoca, irrompe frio, não dissolve nada. . Tradução de Victor Oliveira Mateus a partir da versão italiana. *** . […]

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Poemas Inéditos

Ascensão Demora a saber, o lugar de cada porta O canto forrado por uma ave morta As mãos que percorrem loucamente cada parede, até o ledo extenuar do sol. A princípio talvez fosse uma floresta imensa, um sítio próprio para as águas, Uma chave que encerrasse a linha irrequieta Sobre a mesa talvez pratos, que […]

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