Poesia Romena Atual (versão trílingue)
Dos poemas del libro Problemas personales, 2009 AMINTIRE DE MEDICINISTĂ la autopsiile la care am participat vulnerabilă la frig cu ferestrele larg deschise în orice anotimp de‑a lungul anilor ca studentă la medicină cu formolul răscolit de mâinile noastre inepte și precise ca orice instrument tehnic aplicate direct pe mort niciun cadavru nu a […]
Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho
Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho Penso correta a leitura do mais recente romance de João Pinto Coelho a partir de uma grelha interpretativa alicerçada nos conceitos de: continuidade e rutura. Pelo que não julgo despiciendo aplicarmos esta dicotomia às mais diversas categorias da narrativa: narrador, tempo, espaço, intriga, […]
ANJO Vinha para me buscar mas ainda cá ando: tive nojo ao anjo Chegou-me acenando com as asas encardidas as penas sebosas com sabugo no cálamo Nem se assemelhava sequer ao verdadeiro anjo negro da miserável história desta vida: só genuíno desleixo a sujidade sob a auréola fosca : cotão e pó em suma nenhum […]
Ruptura de ligamentos Correr fora de campo atrás da ilusão esférica da pertença Cair e ser a repetição da queda Ignorar duplamente a mudança a distorção inevitável de planos e regressar indolente a casa Cair em si no expectável acomodado ao fundo da cama Fazer-se escultura e regressar em desequilíbrio à inocência do Verão Sonhar […]
Palavra, Presença e Ausência nas Obras de Wenders e Dreyer (Ensaio)
Palavra, presença, ausência (Paris Texas, Wim Wenders e Ordet, Carl Dreyer) Tendo em vista a atribuição epigráfica à leitura comparada de Ordet de Carl Dreyer e Paris, Texas de Wim Wenders, que me proponho realizar, evoco o poema “Ausência” de Vinicius de Morais: “Eu deixarei que morra em mim o/ desejo de amar os […]
Poesia Espanhola Atual (versão bilingue)
Los Jardines de Marzo huyen como horizontes asaltados, como estampidos tenues cuyo sentido ignoro. José Luis Hidalgo Y de dónde han salido estos gorrioncillos que beben en el charco que nos dejó el invierno instantes fugitivos de lo eterno entre crocus y tréboles cavando en el montículo de grava y de […]
nefelomancia 1 agora que aprendi a olhar para o céu (antes, a cabeça nas nuvens , os olhos ao redor esquecia-me) vejo o que não via olho para cima e já sei distinguir uma sirrus de uma stratus as sombrias cumulonimbus e suas variações cirrocumulos, cirrostratus altocumulos, altostratus desde sempre identificáveis com seu aspecto trevoso […]
Cura É preciso acender o mundo com a boca. Com o sol da nuca. Com o coração. São precisos todos os faróis. São precisos todos os relâmpagos. Todas as palavras são precisas Para acender o mundo. É preciso No fundo de um rio Uma pedra uma ideia de liberdade No centro do coração. Um chapéu […]
Poesia Russa Atual (versão trílingue)
Сердце оттает, сердце, оно как снег, в огне не горит, в воде не тонет, подаётся холодным, ничего не таит. *** O coração fundir-se-á, o coração é como a neve, no fogo não queima, na água não sufoca, irrompe frio, não dissolve nada. . Tradução de Victor Oliveira Mateus a partir da versão italiana. *** . […]
Ascensão Demora a saber, o lugar de cada porta O canto forrado por uma ave morta As mãos que percorrem loucamente cada parede, até o ledo extenuar do sol. A princípio talvez fosse uma floresta imensa, um sítio próprio para as águas, Uma chave que encerrasse a linha irrequieta Sobre a mesa talvez pratos, que […]
Não importa se Deus existe ou não, mas como ele goza. Jacques Lacan […]
Asas Devoradas por Hienas (Conto)
A escassa argúcia dos antepassados não se revelava nas atitudes, pensamentos e vontades de Domitila. Por oposição ao pai, ateu sem qualquer temor a Deus, Domitila desde pequena encontrara na religião o melhor formato onde deter medos e inseguranças surgidas na escuridão da infância. Estabelecera entre a alma e o Céu um caminho eterno a […]
Contundentes epifanias de "Todo poema é de amor", de Cristiane Rodrigues de Souza (Recensão)
A mais recente coletânea de poemas de Cristiane Rodrigues de Souza, intitulada Todo poema é de amor, pela editora Laranja Original, desvela-nos uma poeta já senhora de seus dons, escritora madura capaz de equilibrar os recursos linguísticos e os temas explorados em perfeita harmonia entre a expressão e o conteúdo. Escritura incisiva, com corte de […]
Dizer outra coisa: ensaio sobre a obra de José Wong
A coletânea de poesia intitulada em português pedaços a preto e branco (ch. 黑白的拼圖, ing. bits of black and white), uma edição trilingue da Associação de Estórias de Macau, editada em março de 2021, da autoria de 夏簷 (pseudónimo), consiste numa compilação de trinta e quatro poemas originalmente escritos em chinês, vertidos para português pelo […]
As cinco horas da manhã não são propriamente o momento ideal para recebermos visitas ou, ainda mais estranho, para que se nos depare um forasteiro cirandando ao longo do corredor, contudo, depois de ter espreitado pela porta do meu quarto, foi com esta última alternativa que me deparei. Um homem, com mais de sessenta anos, […]
Antonio Salvado del Intimismo al Universalismo (Ensaio)
Cuando hablamos de poesía de lo irracional nos referimos no solo al misterio de la realidad que nos rodea, sino también a unas formas de la lírica tradicional, a la claridad de pensamiento y a una modalidade diferente, y casi opuesta de comunicación entre lector y artista. En el arte contemporáneo, al menos en algunos […]
Acerca dos Haikus de Allan Ginsberg (Ensaio)
American Sentences: los haikus de Allen Ginsberg Allen Ginsberg (1926-1997) fue a la Universidad de Columbia, en Nueva York, en la década de 1940. Allí conoció e hizo amistad con Jack Kerouac, Neal Cassady y William S. Burroughs, los cuatro compartían ideas y razón estética y acabarían convirtiéndose en verdaderos iconos de la Beat Generation. […]