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287 articles filed in
Literatura
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Quatro textos inéditos de prosa poética

INSTANTES DO OLHAR I nunca nada na sempre ondulação do tempo esse carrasco desossado edesassossegado que a ninguém falta nem bem nem mal. antes a diferençaentre chegadas e idas frias umas bondosas outras na moldura criteriosa dafalta de um deus eléctrico consciente e minucioso de que nunca abdico.ressalvo a infância sem guilhotinas nem falsa mestria. […]

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Julio César Galán: de lo catártico a lo sublime

Julio César Galán: de lo catártico a lo sublime Podemos empezar diciendo de Julio César Galán (Cáceres, 1978) que entre los años 2006 y 2017 dirigió el Centro de Investigaciones Teatrales (CIDAT) de Cáceres. Posteriormente, fue lector de español en la Universidad de Argel y profesor asociado en la Universidad de las Islas Baleares. Actualmente […]

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Dois poemas inéditos (versão bilingue)

ARIANA SURGE de la obsesión y necesidad de compartir palabrasque liberen esa búsqueda constante de encontrarlas zonas de la realidad, los renglones torcidos,las sílabas cambiadas de lugar, los adornoshechos de la sencillez que nos rodea.Fundir poesía en el entorno que la vida nos depara,es la mejor prueba de adivinar el fondo melancólicode algún sentimiento.Yace el […]

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Paraíso Perdido de John Milton: Uma Leitura

Paradise Lost, ou a estetização política da tradição  o acto de conservar, de domar o tempo num espaço fechado, encontra-se umbilicalmente ligado à projecção utópica, interior, de um passado no tempo presente, ao reconhecimento do tempo futuro como uma constante emanação da origem a partir da qual se apreende a natureza humana. Paradise Lost, de […]

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Poesia italiana atual (versão bilingue)

È alto e goffo il professore,un po’ più grande della lavagnasulla quale scrive con precisionei nomi di registi rarima parlando di un russo fa una pausae dolcemente si confessadi quando lavorava di nottee al mattino si addormentavadavanti a un film di Tarkovskij. *** O professor é alto e desajeitadoum pouco maior do que a ardósiaem […]

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Quatro poemas inéditos

as folhas das tílias outonaistransformadas em borboletasocres, num planado e suave voodescem levemente de encontroaos sulcos deixados pelo aradoprimaveril onde poisam suaves é pois um chão atapetadode amarelo intenso, que encontrono meu caminho quandomais uma folha de tília outonalme intercepta e se acomodalevemente na aba do meu chapéu atravesso então de outonoo bosque caducifólio homo […]

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Notas sobre Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Szymborska (Ensaio)

PERGUNTA, LENTIDÃO E DIFERENÇA: Algumas notas sobre Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Wislawa Szymborska Uma poética que vai tão radicalmente ao fundo como a de Carlos Drummond de Andrade, é invariavelmente uma poética do risco, na dupla aceção da palavra, que enfrenta um perigo, mas que também o é a de um traço […]

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Três poemas (versão bilingue)

OTRO TIEMPO   Regresamos al lugar donde fuimos felicesacompañados de nuevos amigos.Sentados uno frente al otrotu mano ya no busca mi mano bajo la mesa. A la sombraestán vacías las mesas que antes ocupábamos.El mediodía blanquea los icacos en las más altas ramas,las guayabas verdean entre las hojas verdes. Hay cordialidad entre nosotros,parecemos dos viejos amigos.Con ternura, preñada […]

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Dois poemas inéditos

Digo-te o corpo.Em mimele se forma. Digo os olhos e aboca que me fala,as mãos que, de repente, me faltam.Digo-te o desejo,o sexo, o beijo, a derradeira intimidadedesta ausência. Digo-teassim, como quem perde o quando que encontra.Só isto, isto,concede a horas, os anos, o dia quando não sabemos o que mais dizer,e quando e porquê, […]

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Homenagem a Olga Savary

OLGA SAVARY: UMA VIDA PELA POESIA   Olga Savary dedicou-se à poesia a vida inteira. Nem todos a compreendiam. Nos últimos anos, caminhou por uma vida difícil. Se muitos não a compreendiam, ela também não compreendia quase ninguém. Mas chega uma hora que o melhor é não compreender mesmo. Delicada. Principalmente delicada. Assim era a […]

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Dois Poemas Inéditos

Covil da fera Queria ser estrela mais alto na desmesura do espaço queria ser excesso e tocar a luz Saber de mim o que em mim amordaço se inventa e desespera A encobrir no peito o covil da fera         Rigor De ti sei a raiz do sentimento o lugar do rigor […]

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Ensaio sobre a Obra de António Gancho

O GANCHO POÉTICO QUE FERE E NOS SEGURA   «Quando desaparecer/ hei-de pedir à noite/ que me consuma com ela/ que me devaste a alma/ não quero mais/ quero desaparecer na noite/ e só de noite consumir-me» (p. 139). António Gancho (1940-2005), in O Ar da Manhã, 1995   Ele tinha umas «mãos curvas de […]

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Poesia Romena Atual (versão trílingue)

Dos poemas del libro Problemas personales, 2009   AMINTIRE DE MEDICINISTĂ la autopsiile la care am participat vulnerabilă la frig cu ferestrele larg deschise în orice anotimp de‑a lungul anilor ca studentă la medicină cu formolul răscolit de mâinile noastre inepte și precise ca orice instrument tehnic aplicate direct pe mort niciun cadavru nu a […]

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Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho

Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho   Penso correta a leitura do mais recente romance de João Pinto Coelho a partir de uma grelha interpretativa alicerçada nos conceitos de: continuidade e rutura. Pelo que não julgo despiciendo aplicarmos esta dicotomia às mais diversas categorias da narrativa: narrador, tempo, espaço, intriga, […]

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Dois Poemas

ANJO Vinha para me buscar mas ainda cá ando: tive nojo ao anjo Chegou-me acenando com as asas encardidas as penas sebosas com sabugo no cálamo Nem se assemelhava sequer ao verdadeiro anjo negro da miserável história desta vida: só genuíno desleixo a sujidade sob a auréola fosca : cotão e pó em suma nenhum […]

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Um Poema Inédito

Ruptura de ligamentos Correr fora de campo atrás da ilusão esférica da pertença Cair e ser a repetição da queda Ignorar duplamente a mudança a distorção inevitável de planos e regressar indolente a casa Cair em si no expectável acomodado ao fundo da cama Fazer-se escultura e regressar em desequilíbrio à inocência do Verão Sonhar […]

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Palavra, Presença e Ausência nas Obras de Wenders e Dreyer (Ensaio)

Palavra, presença, ausência (Paris Texas, Wim Wenders e Ordet, Carl Dreyer)   Tendo em vista a atribuição epigráfica à leitura comparada de Ordet de Carl Dreyer e Paris, Texas de Wim Wenders, que me proponho realizar, evoco o poema “Ausência” de Vinicius de Morais:   “Eu deixarei que morra em mim o/ desejo de amar os […]

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