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178 articles filed in
Portugal
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Poesia Portuguesa

ESTUDOS MENORES EM TERRA DE POETAS [1] Mexidos andamentos cá vão no pulso do fraseiopara perdurar somente o bater daquela correntee medida voz continuando pois os tempos da quadrasão festas um coração nas gramáticas a letra mexidaa fala da gente é terra firme na viragem das quadrascerto fole de cantar trocando nas resistências porémoutra fala […]

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Literatura para Infância e Ideologia (Ensaio)

Literatura para a Infância e Ideologia É habitual nos livros destinados aos mais novos, depararmo-nos com um destinatário expresso, a criança ou o jovem, muitas vezes explicitamente definido pelo poeta ou narrador e outras vê-lo subentendido nas marcas específicas deixadas por inúmeras caraterísticas do texto, onde a adequação linguística, concretizada por vias múltiplas, adivinha um […]

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Do Tempo (Conto)

Do tempo Pedes-me que te fale do tempo, indico-te a cadeira de costura baixa da biblioteca e rogo-te que se sentes.É uma cadeira de pernas curtas que outrora serviu para os serões de costura da minha avó. Guardo ainda, na única gaveta, minúscula, um carro de linhas que hesito em usar. Sinto que o facto […]

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O Almoço  (Conto)

                                                                    O almoço O disco do fogão inflamou-se ao rubro sem que ela conseguisse de lá tirar olhos. Conseguiria tirar a mão? Pensou, não tendo coragem para mais. Uma placa negra onde a circunferência vermelha ganha vida. Cobriu-a com a frigideira onde uma colher de manteiga aguardava serena, não sabendo ao que vai, arrancada do pacote […]

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A poesia catalisadora de Albano Martins

MARTINS, Albano (2017).Pequeno Dicionário Privativoseguido de Um punhado de areia.Porto: Edições Afrontamento. Esta penúltima obra de poesia de Albano Martins (em 2019 foi editado o livro Os dados de Eros, com a chancela da Glaciar), publicada em vida, é constituída por duas secções com um total de 78 páginas: a primeira, Pequeno Dicionário Privativo, com […]

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Como culpar o vento... (Crónica)

                                             Como culpar o vento… Como culpar o vento pela desordem do cenário se, afinal, fui eu que fechei a janela do tempo?O coração ainda bate desordenadamente quando toco ao de leve nas fotografias que pendurei juntas numa das paredes do velho escritório, em cada uma delas me demoro o suficiente para recordar as carícias inventadas […]

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Poesia portuguesa

SÁBADO À TARDE Duas horas na ponteA ler um poemaDe Gória Fuertes-tenho sempre um poemaQuando há um acidente-Depois de três horasContigo à beira marA explicar-te as ondasNuma língua de areia É a eternidade. TRAVESSA DOS REMOLARES Uma ruaCom este nome:Travessa dos remolaresFaz-me pensar em muitas coisas que viE vivi de braços cruzadosA olhar de longeTraz-me […]

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Homenagem a Isabel Aguiar

A partida recente de Isabel Aguiar, que deixou muitos dos autores portugueses surpreendidos, leva agora a Revista Oresteia a publicar alguns dos seus inéditos. A Isabel tinha-nos enviado estes textos para serem publicados no Nº6 da Revista, contudo eles chegaram até nós já fora do prazo, pelo que a autora – em mail próprio – […]

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Três poemas inéditos

SEM MÁSCARA A funda respiração da poesiaalarga os pulmões, abre alamedase faz conceber a liberdade. Não percas no ar o teu poema:respira fundo e depois de fracassaresconfia ao que te cerca o que ficou. IRMÃOS HUMANOS Frères humains qui après nous vivrez(François Villon) Não sei o caminho que leva aos outros,humanos como eu, dormindo lá […]

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Só de pensar nela (Conto)

Só de pensar nela — Volta-te para mim — pediu ela. Ele girou na cama, tomando consciência do colchão duro, dos lençóis leves, do corpo pesado, o seu, subitamente desperto e consciente do outro corpo ao seu lado. — Abraça-me — pediu ela. Tinha uma voz rouca e falava muito baixo. Cheirava a animal marinho. […]

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Três objetivos de um escritor (conto)

Três objectivos de um escritor Confesso-vos que o meu primeiro objectivo como escritor foi melhorar o meu tipo de letra, e essa secreta intenção de imitar uma escritora famosa cujo tipo de letra invejava. Em parte, alcancei-o sem nunca me libertar, desde logo, de um ligeiro traço de infância na minha escrita, uma irregular tendência […]

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Quatro textos inéditos de prosa poética

INSTANTES DO OLHAR I nunca nada na sempre ondulação do tempo esse carrasco desossado edesassossegado que a ninguém falta nem bem nem mal. antes a diferençaentre chegadas e idas frias umas bondosas outras na moldura criteriosa dafalta de um deus eléctrico consciente e minucioso de que nunca abdico.ressalvo a infância sem guilhotinas nem falsa mestria. […]

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Viagem a Roma (Conto)

Viagem a Roma O Senhor é justoem todos os seus caminhose bondoso em tudo o que faz. Salmos Tanto se desacertavam da cidade, da sua sumptuosa majestade, da sua íntegra beleza, da sua escorreita disposição. E também se desacertavam das gentes, saudáveis, felizes, endinheiradas, tal o são sempre os turistas. Estes olhavam-nos de cima para […]

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Paraíso Perdido de John Milton: Uma Leitura

Paradise Lost, ou a estetização política da tradição  o acto de conservar, de domar o tempo num espaço fechado, encontra-se umbilicalmente ligado à projecção utópica, interior, de um passado no tempo presente, ao reconhecimento do tempo futuro como uma constante emanação da origem a partir da qual se apreende a natureza humana. Paradise Lost, de […]

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Quatro poemas inéditos

as folhas das tílias outonaistransformadas em borboletasocres, num planado e suave voodescem levemente de encontroaos sulcos deixados pelo aradoprimaveril onde poisam suaves é pois um chão atapetadode amarelo intenso, que encontrono meu caminho quandomais uma folha de tília outonalme intercepta e se acomodalevemente na aba do meu chapéu atravesso então de outonoo bosque caducifólio homo […]

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Dois poemas inéditos

Digo-te o corpo.Em mimele se forma. Digo os olhos e aboca que me fala,as mãos que, de repente, me faltam.Digo-te o desejo,o sexo, o beijo, a derradeira intimidadedesta ausência. Digo-teassim, como quem perde o quando que encontra.Só isto, isto,concede a horas, os anos, o dia quando não sabemos o que mais dizer,e quando e porquê, […]

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Dois Poemas Inéditos

Covil da fera Queria ser estrela mais alto na desmesura do espaço queria ser excesso e tocar a luz Saber de mim o que em mim amordaço se inventa e desespera A encobrir no peito o covil da fera         Rigor De ti sei a raiz do sentimento o lugar do rigor […]

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