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Poesia
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Poesia espanhola atual

EL CABALLO DE TURÍN Después del abrazo ardieron los bosques.Ningún pájaro veía, ni tan siquiera, su cielo calcinado.Desde entonces, cada paso podía ser una fractura.Caer. Dejar de oír los grillos, la carcoma.Saber que ya no queda pan. Y no decir. No decir que la ciudad tampoco existe.Pero saberlo.Cada día. *-* O CAVALO DE TURIM Depois […]

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Poesia portuguesa

Que não se perca a memória do InvernoNem da marca funda nos animais prostradosDepois do abate. O frio evocaA angústia, mas não o medo – aclaraOs contornos da fenda por onde Se avistam os vestígios de outrasVidas e de outra luz; o frioCumpre a desilusão, inverte o impulsoDiante das trevas – é dolorosoMas não corrompe. […]

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Poesia italiana atual

Che cosa faremo quando finiranno i soldise da qualche parte ci aspetta un ponteo forse una madre a indovinare la forzaper cercare ancora una parte nel branco: ma fare la spesaogni giorno era la prima soluzione contro l’assurdocome accettare di avere scoperto il mostrosotto il letto a sorridere nero come una parte della famiglia.Ci eravamo […]

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Poesia portuguesa

Saí de mim mesmo,como quem sai à procura da promessa da noite.Era insuportável esse ninho enfadonhoonde sempre me acontecera.De tanto ser quem fora,enjeitara a lição dos pés no desejo dos trilhos.Todos os dias eram um recomeço desbotadosob os lençóis com que amortalhava o olhar.Fui então congeminar imprudênciasà soleira da coragem.Percorri desertos até ao limite do […]

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Poesia brasileira atual

HIPÓTESE A crista do galonão pertence a este mundo:ela exalta o solse eriça para a luz faz-se carne poderosa— dedo de Deus. Avermelha-secresce em flor estranhaoferece alimento(legume idiossincrático sem recheio) –puro nervo. Podia ser luvada que não toca o fato— da aristocrata, pessoal, indevassável —da que não conspurca e nem se contaminada que apenas (uma […]

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Poesia espanhola atual

ESTRUCTURA DEL MAR ¿Y quién dijo que allítumbado el horizonte por un piélago de nubesel mar era otra cosa?¿quién dijo que apenas una línea,una quimera de salitre y aguardiente? Atado por tiempo que son rocas,cubierta su piel de húmedas estelasel mar se aprisiona de recuerdos,huye escandaloso por quicios diminutosy brotarenacidoen la quilla azul de un […]

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Poesia portuguesa

CABRAS Minhas queridas cabras que não tive,não obstante haja tido muitas coisasque não eram cabras e que,em vez de balir, me algemavamaos gritos ficas presoenquanto quiseres cabras,e exclamavam: tendência antinatura,mistura de campónio e ser urbanoda cidade do Norte,a delida palavra pátriaque dizes ser a tua,a palavra ridícula,pátria, é como gritar versos na rua,e, não bastasse, […]

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Poesia brasileira atual

Impura sagração da primavera. A flor azul desperta em altas horas. Na fina madrugada, que conspira, a noite sangra no punhal da aurora. * Um gato no jardim, olhos azuis, à noite, nesta praia, sem idade. Janelas blasonadas para o caos. A lua não desmente a claridade. * Negra nuvem, aurora à meia-luz. Céu imaturo. […]

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Poesia brasileira atual

PASSO DO ADEUS* O passo do adeusÉ essa dança difícil de cumprir sem revoltaDança, dança a velha casaCumprindo ser sólidaMesmo já morto seu coraçãoDança, dança a manhã que não se negaA lançar-se pela porta abertaVarando a dureza do estuporUltrapassa nosso desejo esse passoE o redescobreSe o adeus vem sem escolhaDançá-lo vem do ardor Cada estilhaço, […]

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Poesia espanhola atual

Uno de Mayo en Hesse Atravesamos el bosque de Eberbach,su senda interminable de frescura;leyendas barrocas, la brisa entre los chopos. En Bickenbach, el impulso de abandonarel tren, que me arrastra como una olade hierro. Abajo me esperan una alfombrade trigo y un vergel de sombras; la certezade un arroyo acogedor que fluye escondido. Me han […]

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Poesia francesa do século XVI

Sonnet III Ô longs désirs, ô esperances vaines,Tristes soupirs et larmes coutumièresÀ engendrer de moi maintes rivières,Dont mes deux yeux sont sources et fontaines! Ô cruautés, ô durtés inhumaines,Piteux regards des célestes lumières,Du coeur transi ô passions premières,Estimez-vous croître encore mes peines? Qu’encor Amour sur moi son arc essaie,Que nouveaux feux me jette et nouveaux […]

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Homenagem a Filipa Barata

Filipa Andrea Barata nasceu em 21 de Janeiro de 1981. Era quarta-feira e o sol brilhou em Lisboa.Viveu quase sempre em Santa Iria da Azóia, com os pais, onde frequentou as escolas primária e a C+S. Posteriormente frequentou a Escola Secundária de São João da Talha, onde terminaria o 12º ano. Revelou, desde muito cedo, […]

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Poesia espanhola atual

De HISTORIA DE UN ALMA (Visor, 2017) . DE UNA FORMA O DE OUTRA.Pero yo digo lo contrario:la vida de los santos es hermosa,vana y brillante, en cambio, su leyenda..Piensa en los años de abandono,de soledad y de silencio al fondo de una grutao de una celda blanca en compañíade un puñado de libros..Recuerda los […]

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Poesia portuguesa

A Minha Rua quando o manuel de freitasatravessa a minha ruaa caminho da rua conde das antaseu da minha janelaconsigo contar quantos passossão precisos para chegar a um poema .** Medida de Coação é por isso mesmoé como lavarmuitas vezes as mãospara não gastar águamas tu dissesteque eunão sou de ninguéme isso basta-nosno tempo que […]

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Poesia portuguesa

Para o António Ventura, poeta discreto.Veio o verão, nessa primavera de 1986 que raramente amanhecera fria.O que fora um tremendo tempo, um ar de inverno a prolongar-se,deslizava já entre vagas litanias.Março nasceu cedo, dissera o senhor cura: são meses para poetas,flores de campónio, lírios sem cheiroque vagabundeiam nas serras e montanhas.São flores de agreste odor, […]

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Poesia luso-colombiana

Carta não enviada de Eloísa para Abelardo Onde procurar a tua mãoagora que a minha é inútil?És infinito porque inatingível.Em êxtase de tiFui banida da sombra do paraísoao qual não aspiro.Entretanto,nada mais real do que o sofrimentodestas paredesexaltadas para te humilhar.Apaga resolutamenteo dia sangrentoe a clareza da minha dor sobrevivente.Aguarda-te um paraíso brilhante.Que baste, para […]

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Poesia portuguesa

flamejar a palavra para que ela se torne a acção de um corpo sem partes,em lugar da paixão de um organismo feito em pedaçosGilles Deleuze..Penélope.Tenho um péssimo sentido de oportunidadeou estou atrasada ou adiantadadesapareço nesse intervalo de tempoquase não existo, não que faça muita questãomas às vezes dava jeito saber vivere sair do animismosou uma […]

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