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Literatura
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Revista Oresteia, Nº 14, outubro de 2024.

ÍNDICE 1. – A poesia de Ana Cecilia Blum 2.- A poesia de Eduíno de Jesus; 3. – Mercedes Roffé: Una escritura (Ensaio) por Ángela Gentile 4. – Um olhar pessoal: reflexões livres sobre poesia (Ensaio) por Rodolfo Miguel Begonha 5. – A Prosa Poética de Filipa Vera Jardim; 6. – A Poesia de Teresa Gómez; 7. […]

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Poesia equatoriana atual

LA PARTIDA Pronto dejaremos esta casa,las lilas que nacieron sin sembrarlas,el tomate que plantó la abuelacuando estuvo de visita, y los robles viejosde hojas pequeñitas.Nos marcharemos -ya poco falta-,el hogar será el inmueble solamente,una cosa en venta,una cosa en el mercado.Cuartos vacíossin aromas sin libros sin cenas sin oficios.El hogar seráel ladrillo del olvido. *-*-* […]

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Poesia portuguesa

Com as Mãos com as mãosconstruoa saudade do teu corpoonde havia uma portaum jardim suspensoum rioum cavalo espantado à desfilada com as mãosdescrevo o limiaros aromas subtisos longos estuários as crinas ardentesfustigando-me o rostoa vertigem do apelo nocturnoo susto com as mãosprocuro ainda colher o tempode cada movimento do teu corpoem seu voo e por […]

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Mercedes Roffé: Una escritura (Ensaio)

MERCEDES ROFFÉ, UNA ESCRITURA Efectivamente, la obra de Mercedes Roffé se caracteriza por una profunda exploración de dos lenguajes: el textual y el interno. Su poesía invita al lector a embarcarse en un viaje de introspección y descubrimiento personal que trasciende los límites del lenguaje.Sus versos se caracterizan por un ritmo y una riqueza léxica […]

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Um olhar pessoal: reflexões livres sobre poesia (Ensaio)

UM OLHAR PESSOAL Eduardo Lourenço foi provavelmente o primeiro a chamar-me poeta: e que perplexidade isso então fez brotar em mim! Ora, declarando-me à partida como poeta, sou algo «suspeito» na abordagem, pelo que em conformidade dou início à presente reflexão com esta chamada de atenção, reclamando a possível dose de perdão, ou pelo menos […]

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Prosa poética

Minha mãe Pássaro Mãe, acordei com os gritos dos pássaros. Passam velozes pela minha janela, em bandos estridentes, a piarem sobre tudo e mais alguma coisa que lhes passa nas suas cabeças redondas e profundamente brancas, São insignificantes, eu sei, como insignificante é quase tudo o que vai acontecendo no desenrolar dos dias.Dentro de mim, […]

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Poesia espanhola atual

Qué manera Qué manera urgentíssima de ir queriéndome un poco sobre mil adoquinessobre mil estaciones donde solemos esperar mil veces. Qué manera urgentíssima tenemos de querernos. Qué evidencia de olas tu uerpo amaneciendo en mi ventanadesvelando este sueño como un reto. Qué manera tan grave de estar desalambrándonosen duelo de mordiscos y azucenas. Qué forma […]

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Ficção portuguesa

Fragmentos do romance experimental Detergente 33. Já sei que estiveram por aqui a especular sobre a minha origem. Não, não sou clone de ninguém. É esta a minha originalidade: não ser cópia de ninguém e muito menos a fotocópia de um ser perdido no erro. O que se poderá colocar aqui é a questão de […]

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Poesia portuguesa

Cidade atemporalé lá que existesno nocturno vazioum homemestá de pétem nas asas na línguauma chama invioladauma cauda que varreas sementes a febre devagar sobe o orvalhoo suor corre à tonaalgas azuis nos cílios e um vestido de penas *-*-* são violinos ocultos sob a relva?são violinos ocultos?e sob a lua tecem o seu manto de […]

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Poesia mexicana atual

En ese muro está escrito el silencio Con toda la piel estoy gritando:soy tiempo haciéndose lejanía en una oscuridad cautivay caigo horizontalmente en menudos fragmentospara que la incertidumbre se cumpla.Soy sonido que se vuelve puro alientoy me planto entre los escombros del vértigocomo un relámpago en seco. Mis huesos son agua sin edady a mi […]

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Renovar a Língua é renovar o Mundo (Ensaio)

Em jeito de homenagem aos grandes criativos da nossa língua comum, João Guimarães Rosa, José Cândido de Carvalho e Mia Couto: RENOVAR A LÍNGUA É RENOVAR O MUNDO: BRINCRIANDO PALAVRAS Brincriando palavras, escrevivendo: Ideio, impesquisada, matatempo, extraordem, desastragadamente, orfandante, imesclada, raivanando, moscamurro, enfuriar, desalegria, invejantes, velhamente, sozinhidão, copoanheiros, combeber, despedidosa, embriagatinhava, sorrissoteiro,indevassava-se, esquisitâncias, coisinhiquezas, azafamoso, […]

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Poesia portuguesa

BEATAS A vida é como as beatas lançadas nas pedras do chãoUmas queimadasFumadas até ao filtroOutras deitadas fora, a meioInacabadasBeatas cheias de conversas marcadasComo batomSorrisos e segredosAlgumas crivadas de desesperosOutras de bocas que ficaram por beijarBeatas atiradas de madrugadaMolhadas de lágrimas e de salDe ressentimentoBeatas confessionárioBeatas cinzaBeatas oração. *-*-* PODCAST Nas varandas das casas escuta-se […]

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Poesia portuguesa

A FORMA DO SILÊNCIO A forma não se perdeu no fornoútero de pãoe palavras Então que seja a cegueira a entrar na sílabae distenda a lenhaao quente dos versos Que fungos fermenteme concebam o pãointumescido no poemaSilêncio i n “O Sol Incendeia o Alarido das Cigarras” *-*-* GÂNDARA A terra fremefarta de chuva Uivam douradas […]

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Poesia portuguesa

Ouvindo um além O som de fundo redivive outrosquando se entra no lagar.Dona Gracinda funileiradá experiências à norachora a água que delanão jorra. Ouvindo um além no estar prensandopensando que a cotovia era um poetaabriu-lhe a porta,ela não entrou nem fugiu, bailou versátilpoisou-se em quadrilátero de pedra. Depois de debicar água permitiu-se uma sarabandaà volta […]

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Poesia atual do Quebec: Exercices de joie (1, Première partie): versão portuguesa, página 1.

Louise Dupré Os sonhos afogadosno fundo dos teus olhos acabam por regressar à superfícieno sal das lágrimas pequenos cadáveresbranqueadospelos anos que te despertamà noite quando pretendes dormirprofundamente é demasiado tardepara arrependimentos demasiado tardepara recuperar o tempoperdido as mulheres que habitaramo teu nome tu as abandonasteuma após outra com os seus vestidosfora de moda e eis-te […]

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Poesia atual do Quebec: Exercices de joie (1, Première Partie). Versão portuguesa, página 2.

ainda consegues revolvero ar densodas ruas sem esperarconsolação já não tens idadepara rosas nem pássaros e não conseguirásreparar a tua alma nem a Terra nem o céuagora abandonado admite-ocomo uma evidência desenhadanas linhasda tua mão porque tu aprendes a lero que ninguém te quisensinar como se abremas narinas ante os perfumes de julho és uma […]

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Poesia atual do Quebec: Exercices de joie (1, Première Partie). Versão portuguesa, página 3.

por vezes tu desejariasa amnésia mas escolheso sofrimento em vez de renunciarà agitaçãodo mundo o poema ressuscitadas palavrasassassinadas e planta cravosno infortúnio para o tornarsuportável o poema é uma oraçãosecreta uma noite que pretendefazer ouviras óperas do passado tu cantas desafinadaora mal ora numa lástima mas cantas porque de nada te servechoramingar mesmo que este […]

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