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122 artigos na categoria
Portugal
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Homenagem a Filipa Barata

Filipa Andrea Barata nasceu em 21 de Janeiro de 1981. Era quarta-feira e o sol brilhou em Lisboa.Viveu quase sempre em Santa Iria da Azóia, com os pais, onde frequentou as escolas primária e a C+S. Posteriormente frequentou a Escola Secundária de São João da Talha, onde terminaria o 12º ano. Revelou, desde muito cedo, […]

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Caderno de Exercícios (Contos)

CADERNO DE EXERCÍCIOS Exercício 1 – Errâncias Cesar Asir, obeso e largo, procurava asilo em casa de Ivo Mua, o arquitecto da moda, no País. Era um pequeno retiro no Amial, com um anexo que mais parecia uma cabina, um curral. Ficava no pátio. Um pátio, que dava para as traseiras da casa-mãe, mas dentro […]

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Poesia portuguesa

A Minha Rua quando o manuel de freitasatravessa a minha ruaa caminho da rua conde das antaseu da minha janelaconsigo contar quantos passossão precisos para chegar a um poema .** Medida de Coação é por isso mesmoé como lavarmuitas vezes as mãospara não gastar águamas tu dissesteque eunão sou de ninguéme isso basta-nosno tempo que […]

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Poesia portuguesa

Para o António Ventura, poeta discreto.Veio o verão, nessa primavera de 1986 que raramente amanhecera fria.O que fora um tremendo tempo, um ar de inverno a prolongar-se,deslizava já entre vagas litanias.Março nasceu cedo, dissera o senhor cura: são meses para poetas,flores de campónio, lírios sem cheiroque vagabundeiam nas serras e montanhas.São flores de agreste odor, […]

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Poesia luso-colombiana

Carta não enviada de Eloísa para Abelardo Onde procurar a tua mãoagora que a minha é inútil?És infinito porque inatingível.Em êxtase de tiFui banida da sombra do paraísoao qual não aspiro.Entretanto,nada mais real do que o sofrimentodestas paredesexaltadas para te humilhar.Apaga resolutamenteo dia sangrentoe a clareza da minha dor sobrevivente.Aguarda-te um paraíso brilhante.Que baste, para […]

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Poesia portuguesa

flamejar a palavra para que ela se torne a acção de um corpo sem partes,em lugar da paixão de um organismo feito em pedaçosGilles Deleuze..Penélope.Tenho um péssimo sentido de oportunidadeou estou atrasada ou adiantadadesapareço nesse intervalo de tempoquase não existo, não que faça muita questãomas às vezes dava jeito saber vivere sair do animismosou uma […]

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Poesia portuguesa

A MÁSCARA DO POETA.1.Debruçado sobre a sua escrivaninha,juncada de folhas de papel imaculado,o poeta experimenta os aparos, as coresdas tintas com que irá mascararos seus versos, cortará as amarrase o fio com que se cosem as nuvensao céu do seu tempo de escrita,.o poeta dispõe-se a desenhar letras,letras que serão outras tantas amantesquando as vê, […]

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Do Real Imaginário: Lugares, Pessoas, Etimologias... (Ensaio)

DO REAL IMAGINÁRIO: LUGARES, PESSOAS, ETIMOLOGIAS……ou três modos de diáspora: mental, emocional e imaginária. .Terminei recentemente a leitura de um livro convencida de que o autor não só conhecia perfeitamente, mas vivera nos locais onde situa a acção, a tal ponto me senti transportada a tais lugares. Refiro-me a O Diabo Desceu em Chichester, de […]

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Poesia portuguesa

OS GOIVOS O canteiro de goivos é a soluçãopara os problemas deste dia, oudo país, ou de uma certa região do globo.Vamos imaginar que o seu perfumeme bloqueia a dor de certas mortes.Vamos presumir que a forma do canteiroimpede que o mundo se evapore,e que estas flores-espiga cor de vinhovedam novidades, capturam fendase apagam tudo […]

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Poesia portuguesa

O VOO DA ANDORINHA EM ÉPOCA NATALÍCIA..Estou cansado de procurar nas esquinas da cidadeum manancial de pedras.Está frio lá fora, um frio inamovível, que preparadeterminadas respostas, as que cobrem de água a árvore intacta,ou o voo da andorinha que se esqueceu de fugirdeste destino irredutível.Do natal pouco sei, apenas que as luzes já não me […]

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Um texto de Prosa Poética.

Naufrágio.Comecei a navegar pelas bordas da tua urgência, devagarinho e com terra à vista. Depois, fui perce-bendo que é sem pé que se alcança a ternura e que o fundo do mar e o fundo da terra são um e o mesmo lugar.Parti, porque havia vento e havia uma saudade imensa de horizonte. Parti, porque […]

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Poesia portuguesa

e o dia envelheceu como um pássaroem ruínas. as molduras miravam-mena sépia distante dos rostos que nãodistam mais do que uma noite sem oração.a noite irrompe pelos cómodos da casafere os quartos e a cozinha com um lastrode vergônteas. a glicínia devora os murosdurante a infância do estio. retratos vivosno amanho do silêncio de encontro […]

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Poesia portuguesa

DENTRO DAS IMAGENS Os poemas têm veneno na boca..Na estrada da minha vidaplantei a árvoresem saber quem era..Em que parte do planetahá mais ódio? A matériaerosiva transforma o corpoe não há regresso. Nãorestará um monte de estrume..Em todo o ladoparece que o mundo em desordempouco a pouco enlouqueceue os homens atam a cordaà espera que […]

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Poesia portuguesa

subitamente a ferida fechou-se: a sua boca sobre a pele cerrou os lábios: agora é como se nada tivesse acontecido: ergo um pouco os olhos, observo as tuas expressões: a dúvida é uma simples palavra, a dúvida infiltra-se por dentro de todas as palavras: assim, todo o texto pode dizer o seu contrário, é então […]

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Poesia portuguesa

A ESSÊNCIA DAS COISAS O prazer é o primeiro dos bens. É a ausência de dor no corpo e de inquietação na alma.EPICURO Jamais alguém mergulharáduas vezes no mesmo rio.HERACLITO sentado no chão desta praia nuaou no coração do mundo sentado? 2degusto em pleno o momento que passao tempo ceifa tudo e nada esquece escutando […]

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Poesia portuguesa

menina e moça Menina e moça me levaram de casa de meu pai para longes terrase desde aí encontrei as ameaças que me destroema alegria matinal das aves e insectos antes tivesse ficado na aldeia a ouvir um sinomesmo sem a fé no deus ruralmas dançando com os sátiros debaixo das ramadasde cabelo enfeitado com […]

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Poesia portuguesa

O ESPELHO Por aqui passam todos os diasaté que fique apenas um objectoabre-se o pano trémulo do olharcomo trémula é toda a procura verdadeiramesmo nas calmas e frias superfíciessob a atenção constante da morteVolta-se aos passos da inocênciaem poças de lama e luzcoração frágil sempre temendo a ignomíniacorrendo os caminhos árduos do imprevistoem expedições de […]

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