menu Menu
187 articles filed in
Portugal
Previous page Next page Next page

Poesia portuguesa

Póstumo Estava a pensar se alguém que um diatenha de lavar o meu corpo inerteantes da morteme será íntimose haverá amor nesse momentoou se, mesmo sendo tu,o cansaço de suportar os meus ossos em brutofenderão o teu peitoe te afastarão de mim gostava que o meu lavador profissionalme olhasse com o coração cheio e semrepulsame […]

Continue reading


Poesia portuguesa

Tudo dói na crueza das manhãs:mil vezes devaneiomil vezes palmilho a mesma ruamil vezes anoitecemil vezes a noite te oculta como barco.Hoje és tu que me procurasna orla dos ninhosna sombra despojada de um arbusto,na pluma da cama desalentadano apogeu ofegante dademanda nas cavernas da pele. Tu, o mais nu dos pronomes. Inédito –-* Não, […]

Continue reading


Contemplação, Despojamento e Tradição no Pensamento de Robert Sarah

(Em construção)

Continue reading


Apresentação da Antologia Poemas Escolhidos (2012-2025) de Graça Pires

Apresentação da Antologia Poemas Escolhidos (2012-2025) de Graça Pires Poemas Escolhidos 2012-2025, de Graça Pires, é mais do que uma simples reunião antológica de poemas escritos ao longo de treze anos: trata-se da construção de uma verdadeira cartografia interior, de um território poético onde a memória, a paisagem, o corpo, o desejo, a infância, a […]

Continue reading


Recensão do livro My Way de Natividade Ribeiro

O Espaço, o Tempo, e a Casa – Os lugares habitáveis em My Way de Natividade Ribeiro Em My Way, a autora não nos traz apenas uma acumulação diarística de impressões quotidianas. Pelo contrário, o texto constrói-se como uma verdadeira poética da memória e da deslocação, onde o sujeito escreve para compreender simultaneamente o mundo, […]

Continue reading


Homenagem a Conceição Lima

A Constelação Poética de Conceição LimaInsularidade, Memória e Universalidade A poesia como lugar onde a humanidade se reconhece e salva Henrique Levy A recente atribuição, por unanimidade, do 44.º Northern California Book Award à antologia de Conceição Lima (Lima) No Gods Live Here, com tradução de David Shook, segundo Conceição Lima, David Shook é o […]

Continue reading


Poesia portuguesa

O meu espírito quebra-se Desarvorado, o meu espírito batenos vidros embaciados das janelasfechadas. Ferido de tantos desnortes,vai sangrando incompreensõese cansaços, a desaprendertodas as formas conhecidas de voar.  Às vezes, uma oração: quer morrerna areia quente de uma praia mansa no fim de uma tarde amolecida pelo calor de agosto. Mas é outono no seu íntimo, sempre, e mar alto nos […]

Continue reading


Recensão do livro Contra Corvos de Elisa Costa Pinto

Recensão do livro Contra Corvos de Elisa Costa Pinto Crianças de olhos limpos e palavras aladas/restaurama transparência do mundo/e nós cegos. Contra Corvos é o primeiro livro de poesia de Elisa Costa Pinto, uma obra tardia e de grande maturidade poética. É sobretudo um livro de uma grande leitora de poesia, como transparece ao longo […]

Continue reading


Poesia portuguesa

DESCARRILAMENTO Ao jeito da pulsação de um talude,as sirenes anunciam o descarrilamento do mundonuma linha de alta velocidade Portanto, meu irmão — meu soldado —já nada virá das vísceras neurasténicas do infernoa não ser uma amálgama de pó e ferros retorcidos E eu, constrangida perante tal imagemolho para ti, que de nascença és um esporão […]

Continue reading


Recensão do livro Os Pássaros de Dódóia de Henrique Levy

Henrique Levy, Os Pássaros de Dódóia (2025)- Prémio Carlos de Oliveira A imaginação simbólica do autor, Henrique Levy, desenvolvida também a partir de uma vida de estudos literários que têm início na doutrina horaciana e na epopeia homérica, passando inevitavelmente pela épica e pela lírica camoniana, prolongando-se nos séculos XX e XXI, entre muitas outras, […]

Continue reading


Homenagem a Ângelo Alves

Faleceu no dia 12 de novembro o poeta Ângelo Alves, deixou-nos, mas ficaram as suas palavras… Hei de voltar aos teus dedosPara pôr ao sol o coração,E o sol há de ser o teu olhar.Hei de ser mais claro e azulDo que naquele diaDiante da mão a acenar.Hei de voltar aos teus dedosPara pôr ao […]

Continue reading


Cânone Silábico - livro de António de Névada (Recensão)

O livro “Cânone Silábico, uma canção de amor” de António de Névada, publicado pela Nona Poesia, surge-nos como uma obra poética dotada de uma arquitetura multifacetada e com um subtil processo de metaforização, que acaba por conduzir o leitor numa viagem simultaneamente encantatória e plurissignificativa. Estas caraterísticas não conduzem, no entanto, a qualquer hermetismo, que […]

Continue reading


50 Imagens - livro de José Manuel Morão (Recensão)

Em 50 Imagens, segundo livro de José Manuel Morão, este poeta apresenta-nos cinquenta momentos do quotidiano apreendidos em instantes significativos, que, apesar de presentificados, remetem, muitas vezes, para as outras dimensões da temporalidade: passado e futuro. O real é, então, surpreendido pelo olhar do poeta, que após a apreensão feita pelos sentidos, logo eterniza essa […]

Continue reading


Identidade e Paradigma no Romance Cabo-Verdiano (Ensaio)

A identidade no romance cabo-verdiano e o paradigma comparativo entre O Escravo e Bom Crioulo Da tragédia brasileira à esperança cabo-verdiana A literatura cabo-verdiana, nascida sob o signo da resistência cultural, constitui uma das expressões mais significativas da consciência pós-colonial dos países africanos que têm o português como língua oficial.O romance O Escravo, de José […]

Continue reading


Poesia portuguesa

levo-te ainda hoje a memória dolimoeiro onde escondemos a condenação de uma tardeencharcada em campos de servidão e a imponência de uma árvore no cimo de um suplício levo-te ainda a confissão deste terrívelesquecimento dos meus olhos e dos braços e da vozabraçada a uma pedra colossal no sopé da montanha e naturalmente meu amor […]

Continue reading


Leibniz

Por um Racionalismo do Paradoxo e da Abrangência

Leibniz: por um Racionalismo do Paradoxo e da Abrangência Gotfried Wilhelm Leibniz nasceu a 21 de junho de 1646 em Leipzig, cidade onde estudou jurisprudência, assim como em Altdorf, onde viria a licenciar-se, em 1666. Os seus interesses intelectuais estiveram, no início, relacionados com o Direito e a Política, já que ligado ao Eleitor da […]

Continue reading


Textos de Prosa Poética

e é assim que rumo ao silencio.sem rumo nem rimas. não me morras. nunca. não me deixes. nunca. nunca me devores esta transgressão de te ser a mais doce garra que te agarra a penumbra e te desfila até ao corredor da vida sem morte sem espinhos sem pálidos noivados distorcidos. não me clones outro […]

Continue reading



Previous page Next page

keyboard_arrow_up