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48 artigos na categoria
Poesia
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Dois Poemas Inéditos

Covil da fera Queria ser estrela mais alto na desmesura do espaço queria ser excesso e tocar a luz Saber de mim o que em mim amordaço se inventa e desespera A encobrir no peito o covil da fera         Rigor De ti sei a raiz do sentimento o lugar do rigor […]

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Poesia Romena Atual (versão trílingue)

Dos poemas del libro Problemas personales, 2009   AMINTIRE DE MEDICINISTĂ la autopsiile la care am participat vulnerabilă la frig cu ferestrele larg deschise în orice anotimp de‑a lungul anilor ca studentă la medicină cu formolul răscolit de mâinile noastre inepte și precise ca orice instrument tehnic aplicate direct pe mort niciun cadavru nu a […]

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Dois Poemas

ANJO Vinha para me buscar mas ainda cá ando: tive nojo ao anjo Chegou-me acenando com as asas encardidas as penas sebosas com sabugo no cálamo Nem se assemelhava sequer ao verdadeiro anjo negro da miserável história desta vida: só genuíno desleixo a sujidade sob a auréola fosca : cotão e pó em suma nenhum […]

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Um Poema Inédito

Ruptura de ligamentos Correr fora de campo atrás da ilusão esférica da pertença Cair e ser a repetição da queda Ignorar duplamente a mudança a distorção inevitável de planos e regressar indolente a casa Cair em si no expectável acomodado ao fundo da cama Fazer-se escultura e regressar em desequilíbrio à inocência do Verão Sonhar […]

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Poemas Inéditos (versão bilingue)

HATMA DE 5 À 7 o fluído intersticial circula como se o meu corpo fosse a cidade (canta um galo na haorta canta outro ladram ao longe nos meus pés os cães que não tenho) uma cidade com trânsito rural um homem velho com braços fortes como ramos de carvalho e mãos grandes como raízes […]

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Poesia Espanhola Atual (versão bilingue)

Los Jardines de Marzo huyen como horizontes asaltados, como estampidos tenues cuyo sentido ignoro. José Luis Hidalgo Y de dónde han salido estos gorrioncillos que beben en el charco que nos dejó el invierno instantes fugitivos de lo eterno entre crocus y tréboles cavando                 en el montículo de grava y de […]

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Dois Poemas Inéditos

nefelomancia 1 agora que aprendi a olhar para o céu (antes, a cabeça nas nuvens , os olhos ao redor esquecia-me) vejo o que não via olho para cima e já sei distinguir uma sirrus de uma stratus as sombrias cumulonimbus e suas variações cirrocumulos, cirrostratus altocumulos, altostratus desde sempre identificáveis com seu aspecto trevoso […]

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Dois Poemas

Cura É preciso acender o mundo com a boca. Com o sol da nuca. Com o coração. São precisos todos os faróis. São precisos todos os relâmpagos. Todas as palavras são precisas Para acender o mundo. É preciso No fundo de um rio Uma pedra uma ideia de liberdade No centro do coração. Um chapéu […]

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Poesia Russa Atual (versão trílingue)

Сердце оттает, сердце, оно как снег, в огне не горит, в воде не тонет, подаётся холодным, ничего не таит. *** O coração fundir-se-á, o coração é como a neve, no fogo não queima, na água não sufoca, irrompe frio, não dissolve nada. . Tradução de Victor Oliveira Mateus a partir da versão italiana. *** . […]

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Poemas Inéditos

Ascensão Demora a saber, o lugar de cada porta O canto forrado por uma ave morta As mãos que percorrem loucamente cada parede, até o ledo extenuar do sol. A princípio talvez fosse uma floresta imensa, um sítio próprio para as águas, Uma chave que encerrasse a linha irrequieta Sobre a mesa talvez pratos, que […]

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Poemas Inéditos

sim, a noite a magnífica noite dar-me-á o silêncio e a ternura da magnólia abrindo-se para nós. E os nossos passos atravessarão a escuridão, onde crescem as ervas daninhas, levando-nos até ao mar até ao canto que resplandece no ar.     Fazer do poema um lugar que compomos a partir de um intervalo entre […]

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Inéditos de Teresa Rita Lopes

AUTOBIOGRAFIA BREVE Nasci em casa como dantes se nascia três meses depois do meu Pai morrer na mesma cama em casa como também dantes se morria. Nunca se soube do que o meu Pai morreu como dantes acontecia. Nasci com a mesma sem razão e cresci como então se crescia com mais vagar. Hoje é […]

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12 Divinanzas (versão bilingue)

12 DIVINANZAS Solo cuando cantan, las palabras dejan de traicionar lo que nombran. *** Toda música nos seduce para que la sigamos a la Gran Oscuridad. La música no quiere ser escuchada. Quiere ser obedecida. *** Para volver a ser el que sólo una vez fuimos, qué lejos nos hemos ido. *** Hemos aprendido a […]

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Poesia Catalã traduzida por Corina Oproae

CUATRO POEMAS DE ANTONI CLAPÉS, DEL LIBRO L’ARQUITECTURA DE LA LLUM / LA ARQUITECTURA DE LA LUZ (2012) Traducción del catalán al español por Corina Oproae Les ulleres de Parmènides (per a Ramón Andrés) El paisatge es difumina en una llunyania clarosa, rere les muntanyes blaves del fons. Per arribar-hi –diuen– cal ascendir quatre-cents noranta […]

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Poesia italiana (versão trilingue)

Gelsi Hai fatto questo semplice gesto con la mano: l’hai sollevata fino al volto, l’hai tesa verso il mio finestrino, mentre guidavo: ho guardato, e contro la luce caliginosa della mattina li ho contati, otto, otto gelsi a chioma aperta come la coda di un pavone imbalsamato, in processione lungo la linea del nostro sguardo, […]

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Post-Scriptum Para Uma Memória Futura

Post-Scriptum Para Uma Memória Futura I Renasceste d’aonde, solidão? Que via de sombra atravessaste, que neblina conseguiste vencer, que precipícios venceste mais além ou que ravinas trepaste incólume até mim chegares? Há quanto não sentia os teus confins, do teu poço a secura, o extinto mar, e súbito m’envolves oprimindo. A tua lassidez varreu meus […]

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Poesia Hispânica traduzida por Nuno Júdice

ARS POÉTICA O LA CAZA DE LOS COCUYOS Queda una hoja de papel no en blanco donde está anocheciendo donde goteaba luceros una noche José Carlos Becerra Estábamos mi padre, mi madre y yo -auscultando-el sortilegio negro de los árboles Intercambiando las siluetas De una luna que no aparece Y que no duerme Con el […]

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