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59 artigos na categoria
Poesia
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Homenagem a Isabel Aguiar

A partida recente de Isabel Aguiar, que deixou muitos dos autores portugueses surpreendidos, leva agora a Revista Oresteia a publicar alguns dos seus inéditos. A Isabel tinha-nos enviado estes textos para serem publicados no Nº6 da Revista, contudo eles chegaram até nós já fora do prazo, pelo que a autora – em mail próprio – […]

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Três poemas inéditos

SEM MÁSCARA A funda respiração da poesiaalarga os pulmões, abre alamedase faz conceber a liberdade. Não percas no ar o teu poema:respira fundo e depois de fracassaresconfia ao que te cerca o que ficou. IRMÃOS HUMANOS Frères humains qui après nous vivrez(François Villon) Não sei o caminho que leva aos outros,humanos como eu, dormindo lá […]

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Três esconjuros: primeira parte (versão bilingue)

Situación para curar a un enfermo invitad gente. invitadlos a todos. a una fiesta. una gran fiesta.y si el enfermo no quiere salir de la cama, dejadlo, que no salga.y que haya música y bailes, y cantos y pasteles.y si el enfermo no quiere bailar, dejadlo, que no baile.y si el enfermo no quiere cantar, […]

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Três esconjuros : segunda parte (versão bilingue)

Situación para atizar el silencio Toma un retazo de artaud, cualquiera.Por ejemplo allí donde dice:dilatar el yo de mi noche interna,de la nada internade mi yoO:el hombre ha caído de su roca imantada. Empieza a hilar.Empieza desde el silencio a hilar.No es una imagen.Toma una hebra de hilo,de lana, seda, esparto, metal candente.Borda, urde, teje.Piensa […]

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Poesia italiana atual (versão trilingue)

Feast of friends Si sono incamminativerso il luogo deliberatoi personaggi che vuoi salutare.Sono già alti i pennoni,vi oscillano bandieree simmetrici festonidei colori che hai scelto,spumeggiano pieni i caliciproprio di quel liquore,sta rotolando al punto stabilitoil crepuscolo di fine estate,gli amici stravagantie i tuoi genitori si sono intesie i fratelli non ridonodella camicia che indossi,parlano di […]

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Dois poemas inéditos (versão bilingue)

ARIANA SURGE de la obsesión y necesidad de compartir palabrasque liberen esa búsqueda constante de encontrarlas zonas de la realidad, los renglones torcidos,las sílabas cambiadas de lugar, los adornoshechos de la sencillez que nos rodea.Fundir poesía en el entorno que la vida nos depara,es la mejor prueba de adivinar el fondo melancólicode algún sentimiento.Yace el […]

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Poesia italiana atual (versão bilingue)

È alto e goffo il professore,un po’ più grande della lavagnasulla quale scrive con precisionei nomi di registi rarima parlando di un russo fa una pausae dolcemente si confessadi quando lavorava di nottee al mattino si addormentavadavanti a un film di Tarkovskij. *** O professor é alto e desajeitadoum pouco maior do que a ardósiaem […]

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Poesia Inglesa do século XIX (versão bilingue)

First Love  I ne’er was struck before that hourWith love so sudden and so sweet,Her face it bloomed like a sweet flowerAnd stole my heart away complete.My face turned pale a deadly pale,My legs refused to walk away,And when she looked, what could I ail?My life and all seemed turned to clay. And then my […]

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Quatro poemas inéditos

as folhas das tílias outonaistransformadas em borboletasocres, num planado e suave voodescem levemente de encontroaos sulcos deixados pelo aradoprimaveril onde poisam suaves é pois um chão atapetadode amarelo intenso, que encontrono meu caminho quandomais uma folha de tília outonalme intercepta e se acomodalevemente na aba do meu chapéu atravesso então de outonoo bosque caducifólio homo […]

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Três poemas (versão bilingue)

OTRO TIEMPO   Regresamos al lugar donde fuimos felicesacompañados de nuevos amigos.Sentados uno frente al otrotu mano ya no busca mi mano bajo la mesa. A la sombraestán vacías las mesas que antes ocupábamos.El mediodía blanquea los icacos en las más altas ramas,las guayabas verdean entre las hojas verdes. Hay cordialidad entre nosotros,parecemos dos viejos amigos.Con ternura, preñada […]

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Dois poemas inéditos

Digo-te o corpo.Em mimele se forma. Digo os olhos e aboca que me fala,as mãos que, de repente, me faltam.Digo-te o desejo,o sexo, o beijo, a derradeira intimidadedesta ausência. Digo-teassim, como quem perde o quando que encontra.Só isto, isto,concede a horas, os anos, o dia quando não sabemos o que mais dizer,e quando e porquê, […]

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Dois Poemas Inéditos

Covil da fera Queria ser estrela mais alto na desmesura do espaço queria ser excesso e tocar a luz Saber de mim o que em mim amordaço se inventa e desespera A encobrir no peito o covil da fera         Rigor De ti sei a raiz do sentimento o lugar do rigor […]

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Poesia Romena Atual (versão trílingue)

Dos poemas del libro Problemas personales, 2009   AMINTIRE DE MEDICINISTĂ la autopsiile la care am participat vulnerabilă la frig cu ferestrele larg deschise în orice anotimp de‑a lungul anilor ca studentă la medicină cu formolul răscolit de mâinile noastre inepte și precise ca orice instrument tehnic aplicate direct pe mort niciun cadavru nu a […]

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Dois Poemas

ANJO Vinha para me buscar mas ainda cá ando: tive nojo ao anjo Chegou-me acenando com as asas encardidas as penas sebosas com sabugo no cálamo Nem se assemelhava sequer ao verdadeiro anjo negro da miserável história desta vida: só genuíno desleixo a sujidade sob a auréola fosca : cotão e pó em suma nenhum […]

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Um Poema Inédito

Ruptura de ligamentos Correr fora de campo atrás da ilusão esférica da pertença Cair e ser a repetição da queda Ignorar duplamente a mudança a distorção inevitável de planos e regressar indolente a casa Cair em si no expectável acomodado ao fundo da cama Fazer-se escultura e regressar em desequilíbrio à inocência do Verão Sonhar […]

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Poemas Inéditos (versão bilingue)

HATMA DE 5 À 7 o fluído intersticial circula como se o meu corpo fosse a cidade (canta um galo na haorta canta outro ladram ao longe nos meus pés os cães que não tenho) uma cidade com trânsito rural um homem velho com braços fortes como ramos de carvalho e mãos grandes como raízes […]

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Poesia Espanhola Atual (versão bilingue)

Los Jardines de Marzo huyen como horizontes asaltados, como estampidos tenues cuyo sentido ignoro. José Luis Hidalgo Y de dónde han salido estos gorrioncillos que beben en el charco que nos dejó el invierno instantes fugitivos de lo eterno entre crocus y tréboles cavando                 en el montículo de grava y de […]

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