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Poesia
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Poesia espanhola atual

La hora que nos pertenece Como pájaro que conoce el lugarpara el regresso,con la luz vencida de la tarde,retorno a tu ladopara hallar en tu pechola melodia que abrigue el mundo.Se posarán las lágrimassobre los pétalos de octubre,terciopelo ensartado a tu piel dormida.La cadencia de tu voz será pavesaque aliente el alma huérfana,atada por siemprea […]

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Poesia portuguesa

Póstumo Estava a pensar se alguém que um diatenha de lavar o meu corpo inerteantes da morteme será íntimose haverá amor nesse momentoou se, mesmo sendo tu,o cansaço de suportar os meus ossos em brutofenderão o teu peitoe te afastarão de mim gostava que o meu lavador profissionalme olhasse com o coração cheio e semrepulsame […]

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Poesia portuguesa

Tudo dói na crueza das manhãs:mil vezes devaneiomil vezes palmilho a mesma ruamil vezes anoitecemil vezes a noite te oculta como barco.Hoje és tu que me procurasna orla dos ninhosna sombra despojada de um arbusto,na pluma da cama desalentadano apogeu ofegante dademanda nas cavernas da pele. Tu, o mais nu dos pronomes. Inédito –-* Não, […]

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Poesia brasileira atual

PORTO ALEGRE BY NIGHT As luzes acendem nos canteiros dos edifícios Art Déco,a música vem dos bares velados de sonâmbulas criaturas,cheiro de fritura das chapas quentes dos restaurantes,um casal estala línguas amorosas ao gosto gelado da cerveja.Guardo tudo nos meus olhos antes que desapareça,vi as águas da última enchente formarem a cidade submersa,o tempo parece […]

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Poesia espanhola atual

Jardim de Arca d’Água (Porto) Tengo la boca seca,pienso mientras el pájaro se bañaagitando sus alasen el cristal dorado de la fuente. El agua que murmuraen la mañana tibiasalpica en el jazmíny en la bignoniasu verdor ambarino y se evapora. Y la palabra agua me da sed.En realidad, me abrasa la garganta. Y la palabra […]

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Poesia portuguesa

O meu espírito quebra-se Desarvorado, o meu espírito batenos vidros embaciados das janelasfechadas. Ferido de tantos desnortes,vai sangrando incompreensõese cansaços, a desaprendertodas as formas conhecidas de voar.  Às vezes, uma oração: quer morrerna areia quente de uma praia mansa no fim de uma tarde amolecida pelo calor de agosto. Mas é outono no seu íntimo, sempre, e mar alto nos […]

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Poesia portuguesa

DESCARRILAMENTO Ao jeito da pulsação de um talude,as sirenes anunciam o descarrilamento do mundonuma linha de alta velocidade Portanto, meu irmão — meu soldado —já nada virá das vísceras neurasténicas do infernoa não ser uma amálgama de pó e ferros retorcidos E eu, constrangida perante tal imagemolho para ti, que de nascença és um esporão […]

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Poesia boliviana atual

RECORRER LA CASA Quiero reconciliarmecon la niña que corta retamas,pero alguien golpea y golpeatras la puerta. Pospongo la tarea,siempre pospongo la tarea. ¿Desde qué borde puedo ocuparme de mí?de las sombras,de los velos,poder contarmeel cuento de cada nochey volver,de puntillas, por la casa. Volver,recogerlas migas que dejé. *-*-* RECUPERAR A CASA Quero reconciliar-mecom a menina […]

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Poesia Colombiana atual - 1ª Parte

La luz de la vida detenida (Efectos secundarios) (No tengo ambiciones ni deseosSer poeta no es una ambición míaEs mi manera de estar soloAlberto Caeiro) No se escribe poesía con el afán de ser mejor poetasino con el llamado a apreciar más la vidaApreciar exige contemplaciónLa poesía implica contemplarPoesía es también la luz de la […]

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Poesia Colombiana atual - 2ª Parte

La luz de la vida detenida (Ensayo y poema) Tenías cinco años y yo diezTendrás cincuenta y uno y yo cincuenta y seisLos años son una distancia que se pierde con los añosEl tiempo se pierde con el tiempoy se vuelve un lugar en el que el alma puede descansar Llega un punto donde se […]

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Poesia boliviana atual

Otoño de 1582 (leyendo a Cathleen Medwick) Otoño de 1582, un aromainexplicableparecido al de las azucenasrepta, suave murmurio,por Alba de Tormes, cuélasebajo las puertasentre las celosías—¿de dónde vendrá ese olor a lirioa rosa a almendra perfumada?interrumpe el caballero su yantarla dama los criadosquieren saber de dónde emanaese vergel de perfumesalgún perro de cazados mozos aguzadosya […]

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Poesia boliviana atual

Elemental Si yo fuera panteísta —me decías—escogería venerar a los dioses domésticos,los dioses del hogar, pequeños y sencillos,que se esconden tras una planta del jardín,en la corteza de un mueble de maderao dentro de un jarrón de cerámicaque alguna vez una muchacha indígena portó sobre su cabeza—cómo ondeaba su cintura en equilibrio, su cabello negrísimo. […]

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Poesia portuguesa

levo-te ainda hoje a memória dolimoeiro onde escondemos a condenação de uma tardeencharcada em campos de servidão e a imponência de uma árvore no cimo de um suplício levo-te ainda a confissão deste terrívelesquecimento dos meus olhos e dos braços e da vozabraçada a uma pedra colossal no sopé da montanha e naturalmente meu amor […]

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Poesia espanhola atual (Galiza)

CATRO POEMAS QUE DANZAN AO LONXE ÍAS roubando amoras polo montee deixando restos de luznas espiñas sen esperanza. ERAS o rei ante o cervoe a rosa atada ao sol. Eras o viño que me guíae a luz cantora… Agora téndoteentre flores violentase correspóndesme deixando que sobre ti se oficieo tango das aves. NA morte hai […]

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Poesia Portuguesa

Deixa-me Deixa-me ser o teu cálice, deixa-meser a fonte para a tua boca.Deixa-me matar-te a fomedevagar, vem, estende as tuas mãosde seda e linho, vem, devagar,milagre restaurado. a 14 de dezembro de 2024, in Angústia Metafísica {livro em construção} *-*-* Pedro Lopes Adão (n. 2001, Porto, Portugal) começou a sua carreira na escrita aos 15 […]

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Poesia espanhola atual

LECCIÓN DEL RUISEÑOR 1. Clavícula que inclinas levementela postura del mundoy a mí, contigo en él. Clavícula, sostienesque la palabra frágilprotege por sí soladesde fuerael interiorde los cuerpos que aman: partículas que flotan inconscientes,amantes que comparten sin saberlosu huella dactilar. 2. Libélula que erizas al posartela superficie cálida del agua,pósate sobre mí. 3. Sé que […]

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Poesia portuguesa

Cadência imperfeita. Mandarei construir um jardim de inverno onde te esqueças de mim, ouvir-se-á o piar dos pavões e prometo não tornar a falar da rainha enlouquecida pela dor de perder o filho.Lugar habitado por tempo imóvel.Virgens tristes tocam pianos.Chás de Ceilão em chávenas de porcelana.Longas tardes de inverno assoladas pela demência febril do gelo […]

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