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24 artigos na categoria
Ensaio
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François Villon, o "poeta maldito" da Idade Média, evoca Paris (Ensaio)

Francois Villon, o “poeta maldito” da Idade Média, evoca Paris Nos últimos anos da Idade Média, um poeta como Eustache des Champs celebra galhardamente, numa balada intitulada “Paris”, os encantos da capital francesa. C ‘est la cité sur toutes couronnée Fontaine et puits de sens et de clergie Sur le fleuve de Seine située: Vignes, […]

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A poesia do neo-realismo em Portugal (Ensaio)

A poesia do neo-realismo em Portugal Por Maria João Cantinho (i) É transparente como água que literatura não é política nem sociologia e que arte literária não é propaganda. Mas não é menos transparente que toda a obra literária – voluntária ou involuntariamente – exprime uma posição política e social e que toda ela faz […]

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Loucura Criadora. Leituras de Jorge de Sousa Braga

Num soneto sem título, Ângelo de Lima, poeta modernista português que viveu parte da sua vida internado em instituições psiquiátricas, dá uma imagem viva e pungente da loucura enquanto processo mental. O poema relata um momento de paragem do pensamento, caracterizado metaforicamente como um “Cavalo Alucinado” que vive numa “Douda Correria”, “em Busca… da Paz… […]

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Desejo e Espiritualidade em La Parcela de Alejandro Simón Partal

La Parcela (Caballo de Troya, 2021) é a primeira incursão no romance de Alejandro Simón Partal, cuja obra poética obteve já, de entre as várias distinções, os Prémios Arcipreste de Hita (2017) e Hermanos Angensola (2019). Em termos de galardões, ao presente romance foi igualmente atribuido o Prémio Cálamo (2021). É doutorado em Filologia Hispânica […]

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Literatura para Infância e Ideologia (Ensaio)

Literatura para a Infância e Ideologia É habitual nos livros destinados aos mais novos, depararmo-nos com um destinatário expresso, a criança ou o jovem, muitas vezes explicitamente definido pelo poeta ou narrador e outras vê-lo subentendido nas marcas específicas deixadas por inúmeras caraterísticas do texto, onde a adequação linguística, concretizada por vias múltiplas, adivinha um […]

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A presença de Isadora Duncan na poesia de Graça Pires (ensaio)

Isadora(s) Ao contratar o barco [1903], Raymond explicou através de pantomima, e um pouco de grego antigo, que desejava que a nossa viagem, tanto quanto possível, se parecesse com a de Ulisses. (Isadora Duncan, A Minha Vida) Everything must be undone. (Isadora Duncan, “The Dance of the Greeks”; La Danse de l’avenir, p. 50) I […]

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Poesia lírica e crítica literária (ensaio)

Insônia Tenho a impressão de que desenvolvemos no Brasil uma espécie de aversão à lírica. João Cabral tem um papel relevante nisso, sem dúvida. Assim como a poesia concreta, cujo significado nunca vai muito além do procedimento. A verdade é que Cabral terminou por ser mais ou menos onipresente, nas últimas décadas. Vi tantas vezes […]

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Paraíso Perdido de John Milton: Uma Leitura

Paradise Lost, ou a estetização política da tradição  o acto de conservar, de domar o tempo num espaço fechado, encontra-se umbilicalmente ligado à projecção utópica, interior, de um passado no tempo presente, ao reconhecimento do tempo futuro como uma constante emanação da origem a partir da qual se apreende a natureza humana. Paradise Lost, de […]

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Notas sobre Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Szymborska (Ensaio)

PERGUNTA, LENTIDÃO E DIFERENÇA: Algumas notas sobre Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Wislawa Szymborska Uma poética que vai tão radicalmente ao fundo como a de Carlos Drummond de Andrade, é invariavelmente uma poética do risco, na dupla aceção da palavra, que enfrenta um perigo, mas que também o é a de um traço […]

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Homenagem a Olga Savary

OLGA SAVARY: UMA VIDA PELA POESIA   Olga Savary dedicou-se à poesia a vida inteira. Nem todos a compreendiam. Nos últimos anos, caminhou por uma vida difícil. Se muitos não a compreendiam, ela também não compreendia quase ninguém. Mas chega uma hora que o melhor é não compreender mesmo. Delicada. Principalmente delicada. Assim era a […]

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Ensaio sobre a Obra de António Gancho

O GANCHO POÉTICO QUE FERE E NOS SEGURA   «Quando desaparecer/ hei-de pedir à noite/ que me consuma com ela/ que me devaste a alma/ não quero mais/ quero desaparecer na noite/ e só de noite consumir-me» (p. 139). António Gancho (1940-2005), in O Ar da Manhã, 1995   Ele tinha umas «mãos curvas de […]

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Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho

Uma leitura de Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho   Penso correta a leitura do mais recente romance de João Pinto Coelho a partir de uma grelha interpretativa alicerçada nos conceitos de: continuidade e rutura. Pelo que não julgo despiciendo aplicarmos esta dicotomia às mais diversas categorias da narrativa: narrador, tempo, espaço, intriga, […]

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Dizer outra coisa: ensaio sobre a obra de José Wong

A coletânea de poesia intitulada em português pedaços a preto e branco (ch. 黑白的拼圖, ing. bits of black and white), uma edição trilingue da Associação de Estórias de Macau, editada em março de 2021, da autoria de 夏簷 (pseudónimo), consiste numa compilação de trinta e quatro poemas originalmente escritos em chinês, vertidos para português pelo […]

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Antonio Salvado del Intimismo al Universalismo (Ensaio)

Cuando hablamos de poesía de lo irracional nos referimos no solo al misterio de la realidad que nos rodea, sino también a unas formas de la lírica tradicional, a la claridad de pensamiento y a una modalidade diferente, y casi opuesta de comunicación entre lector y artista. En el arte contemporáneo, al menos en algunos […]

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Acerca dos Haikus de Allan Ginsberg (Ensaio)

American Sentences: los haikus de Allen Ginsberg Allen Ginsberg (1926-1997) fue a la Universidad de Columbia, en Nueva York, en la década de 1940. Allí conoció e hizo amistad con Jack Kerouac, Neal Cassady y William S. Burroughs, los cuatro compartían ideas y razón estética y acabarían convirtiéndose en verdaderos iconos de la Beat Generation. […]

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Hannah Arendt: Humanidade (Ensaio)

HANNAH ARENDT: HUMANIDADE   No discurso pronunciado por Hannah Arendt na entrega do Prémio da Paz da Associação Alemã de Livreiros ao filósofo Karl Jaspers (1958), a teórica política referiu-se ao modo como o seu mestre – educador – e amigo, na esteira de Imannuel Kant, compreendera a “humanidade”: “a personalidade válida que, uma vez […]

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Texto de Apresentação de uma casa no outro lado do mundo

“Uma casa no outro lado do mundo” de Victor Oliveira Mateus       Há uma consciência vigilante, em vias de desaparecer e aparecer porque estamos em face da essência da poesia: “é uma casa com pedras de muitas cores/nela todos os dias nasço/morro/mas sempre recomeço” (“a casa”), relacionando-se, por um lado, a isotopia da casa com […]

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