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104 artigos na categoria
Literatura
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Homenagem a Isabel Aguiar

A partida recente de Isabel Aguiar, que deixou muitos dos autores portugueses surpreendidos, leva agora a Revista Oresteia a publicar alguns dos seus inéditos. A Isabel tinha-nos enviado estes textos para serem publicados no Nº6 da Revista, contudo eles chegaram até nós já fora do prazo, pelo que a autora – em mail próprio – […]

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Três poemas inéditos

SEM MÁSCARA A funda respiração da poesiaalarga os pulmões, abre alamedase faz conceber a liberdade. Não percas no ar o teu poema:respira fundo e depois de fracassaresconfia ao que te cerca o que ficou. IRMÃOS HUMANOS Frères humains qui après nous vivrez(François Villon) Não sei o caminho que leva aos outros,humanos como eu, dormindo lá […]

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A presença de Isadora Duncan na poesia de Graça Pires (ensaio)

Isadora(s) Ao contratar o barco [1903], Raymond explicou através de pantomima, e um pouco de grego antigo, que desejava que a nossa viagem, tanto quanto possível, se parecesse com a de Ulisses. (Isadora Duncan, A Minha Vida) Everything must be undone. (Isadora Duncan, “The Dance of the Greeks”; La Danse de l’avenir, p. 50) I […]

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Poesia lírica e crítica literária (ensaio)

Insônia Tenho a impressão de que desenvolvemos no Brasil uma espécie de aversão à lírica. João Cabral tem um papel relevante nisso, sem dúvida. Assim como a poesia concreta, cujo significado nunca vai muito além do procedimento. A verdade é que Cabral terminou por ser mais ou menos onipresente, nas últimas décadas. Vi tantas vezes […]

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Só de pensar nela (Conto)

Só de pensar nela — Volta-te para mim — pediu ela. Ele girou na cama, tomando consciência do colchão duro, dos lençóis leves, do corpo pesado, o seu, subitamente desperto e consciente do outro corpo ao seu lado. — Abraça-me — pediu ela. Tinha uma voz rouca e falava muito baixo. Cheirava a animal marinho. […]

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Três esconjuros: primeira parte (versão bilingue)

Situación para curar a un enfermo invitad gente. invitadlos a todos. a una fiesta. una gran fiesta.y si el enfermo no quiere salir de la cama, dejadlo, que no salga.y que haya música y bailes, y cantos y pasteles.y si el enfermo no quiere bailar, dejadlo, que no baile.y si el enfermo no quiere cantar, […]

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Três esconjuros : segunda parte (versão bilingue)

Situación para atizar el silencio Toma un retazo de artaud, cualquiera.Por ejemplo allí donde dice:dilatar el yo de mi noche interna,de la nada internade mi yoO:el hombre ha caído de su roca imantada. Empieza a hilar.Empieza desde el silencio a hilar.No es una imagen.Toma una hebra de hilo,de lana, seda, esparto, metal candente.Borda, urde, teje.Piensa […]

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Poesia italiana atual (versão trilingue)

Feast of friends Si sono incamminativerso il luogo deliberatoi personaggi che vuoi salutare.Sono già alti i pennoni,vi oscillano bandieree simmetrici festonidei colori che hai scelto,spumeggiano pieni i caliciproprio di quel liquore,sta rotolando al punto stabilitoil crepuscolo di fine estate,gli amici stravagantie i tuoi genitori si sono intesie i fratelli non ridonodella camicia che indossi,parlano di […]

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Três objetivos de um escritor (conto)

Três objectivos de um escritor Confesso-vos que o meu primeiro objectivo como escritor foi melhorar o meu tipo de letra, e essa secreta intenção de imitar uma escritora famosa cujo tipo de letra invejava. Em parte, alcancei-o sem nunca me libertar, desde logo, de um ligeiro traço de infância na minha escrita, uma irregular tendência […]

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Quatro textos inéditos de prosa poética

INSTANTES DO OLHAR I nunca nada na sempre ondulação do tempo esse carrasco desossado edesassossegado que a ninguém falta nem bem nem mal. antes a diferençaentre chegadas e idas frias umas bondosas outras na moldura criteriosa dafalta de um deus eléctrico consciente e minucioso de que nunca abdico.ressalvo a infância sem guilhotinas nem falsa mestria. […]

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Julio César Galán: de lo catártico a lo sublime

Julio César Galán: de lo catártico a lo sublime Podemos empezar diciendo de Julio César Galán (Cáceres, 1978) que entre los años 2006 y 2017 dirigió el Centro de Investigaciones Teatrales (CIDAT) de Cáceres. Posteriormente, fue lector de español en la Universidad de Argel y profesor asociado en la Universidad de las Islas Baleares. Actualmente […]

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Dois poemas inéditos (versão bilingue)

ARIANA SURGE de la obsesión y necesidad de compartir palabrasque liberen esa búsqueda constante de encontrarlas zonas de la realidad, los renglones torcidos,las sílabas cambiadas de lugar, los adornoshechos de la sencillez que nos rodea.Fundir poesía en el entorno que la vida nos depara,es la mejor prueba de adivinar el fondo melancólicode algún sentimiento.Yace el […]

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Paraíso Perdido de John Milton: Uma Leitura

Paradise Lost, ou a estetização política da tradição  o acto de conservar, de domar o tempo num espaço fechado, encontra-se umbilicalmente ligado à projecção utópica, interior, de um passado no tempo presente, ao reconhecimento do tempo futuro como uma constante emanação da origem a partir da qual se apreende a natureza humana. Paradise Lost, de […]

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Poesia italiana atual (versão bilingue)

È alto e goffo il professore,un po’ più grande della lavagnasulla quale scrive con precisionei nomi di registi rarima parlando di un russo fa una pausae dolcemente si confessadi quando lavorava di nottee al mattino si addormentavadavanti a un film di Tarkovskij. *** O professor é alto e desajeitadoum pouco maior do que a ardósiaem […]

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Poesia Inglesa do século XIX (versão bilingue)

First Love  I ne’er was struck before that hourWith love so sudden and so sweet,Her face it bloomed like a sweet flowerAnd stole my heart away complete.My face turned pale a deadly pale,My legs refused to walk away,And when she looked, what could I ail?My life and all seemed turned to clay. And then my […]

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Quatro poemas inéditos

as folhas das tílias outonaistransformadas em borboletasocres, num planado e suave voodescem levemente de encontroaos sulcos deixados pelo aradoprimaveril onde poisam suaves é pois um chão atapetadode amarelo intenso, que encontrono meu caminho quandomais uma folha de tília outonalme intercepta e se acomodalevemente na aba do meu chapéu atravesso então de outonoo bosque caducifólio homo […]

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Notas sobre Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Szymborska (Ensaio)

PERGUNTA, LENTIDÃO E DIFERENÇA: Algumas notas sobre Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Wislawa Szymborska Uma poética que vai tão radicalmente ao fundo como a de Carlos Drummond de Andrade, é invariavelmente uma poética do risco, na dupla aceção da palavra, que enfrenta um perigo, mas que também o é a de um traço […]

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